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Homem preso por abuso de enteada em Salvador

Polícia descobre crime após menina de 12 anos buscar aborto legal

Bahia|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil de Salvador prendeu um homem por abusar sexualmente de sua enteada desde os 9 anos.
  • A descoberta ocorreu após a menina de 12 anos buscar um aborto legal, levando a mãe e o hospital a reportarem o caso à polícia.
  • O homem confessou os abusos durante o interrogatório e já foi encaminhado à justiça.
  • O delegado destacou que em 70% dos casos de violência sexual, o agressor é alguém próximo da vítima, reforçando a importância da proteção e comunicação entre entidades responsáveis.

 

A Polícia Civil de Salvador prendeu um homem acusado de abusar sexualmente de sua enteada desde que ela tinha 9 anos. A descoberta do crime ocorreu quando a menina, agora com 12 anos, procurou um hospital para realizar um aborto legal. Segundo as investigações, a mãe da criança desconhecia os abusos.

O caso foi levado ao conhecimento da polícia após a adolescente comparecer a uma maternidade, acompanhada de sua mãe, para realizar o procedimento de aborto em agosto. O hospital, cumprindo protocolo, alertou o Conselho Tutelar, que rapidamente entrou em contato com a Delegacia Especializada na Proteção à Criança e Adolescente (DERCA). O delegado Francisco Geraldo, responsável pelo caso, iniciou as investigações que levaram à prisão do padrasto.

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Durante o interrogatório, o homem confessou os abusos e a consequente gravidez da enteada. Ele já foi encaminhado à justiça, onde aguardará o desenrolar do processo. A mãe da menina afirmou em depoimento que não tinha conhecimento dos abusos, relatando apenas uma mudança no comportamento da filha, que se mostrava agressiva com o padrasto.

O delegado Francisco Geraldo revelou que, em 70% dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, o agressor é alguém próximo, geralmente um membro da família, como pais ou padrastos. Este tipo de violência é frequentemente identificado através de alterações comportamentais nas vítimas ou relatos a pessoas em quem confiam, como professores ou amigos.

O caso reforça a necessidade de vigilância e comunicação entre as diversas entidades de proteção à infância e à adolescência, para garantir uma resposta rápida e eficaz a situações de abuso sexual doméstico.

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