Hospital realiza exame que ajuda no diagnóstico e tratamento do câncer pelo Sus
Interessados devem ter o cartão do Sus e serem encaminhados por um especialista
Bahia|Do R7

Os usuários do Sus (Sistema Unitário de Saúde) contam com um novo exame que auxilia no diagnóstico e combate do câncer na Bahia. Disponibilizado pelo HSR (Hospital São Rafael), o procedimento médico ajuda a localizar lesões malignas e pode modificar a opção para tratamento da doença. Até então, esse tipo de método só era possível para pessoas com convênios privados e planos de saúde.
O procedimento está disponível para a população em geral, através de convênio firmado entre o HSR e a Prefeitura de Salvador. O PET/CT ou Tomografia por Emissão de Pósitrons/Tomografia Computadorizada, adquirido em 2006, está disponível para pacientes diagnosticados com câncer de pulmão, colorretal e com linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin. Para realizar o PET/CT é preciso ter o cartão Sus e ser encaminhado por um especialista, já com o pedido médico. A solicitação pode ser feita, pelo próprio paciente ou seu representante legal, no Serviço de Medicina Nuclear do HSR.
O procedimento médico é autorizado pela SMS (Secretaria Municipal de Saúde) de Salvador, através da observação de critérios técnicos. Com a inclusão da técnica através do SUS, os pacientes que não possuem planos de saúde ou que não têm condições para arcar com o exame, agora poderão fazer esse procedimento, considerado de alto custo.
O PET possui uma tomografia computadorizada (TC) acoplada, permitindo maior precisão na detecção do tumor. Por garantir informações sobre a existência e localização exata do tumor, o PET/CT é um grande aliado no tratamento da doença. Evita o uso de métodos invasivos e pode descartar a necessidade de intervenção cirúrgica. O equipamento realiza mapeamento no organismo para rastrear as lesões neoplásicas, através de uma substância similar à glicose, o F-FDG.
Segundo o médico nuclear do HSR, Lucas Vieira, o procedimento é simples.
—Como as células neoplásicas consomem grande quantidade de glicose como fonte de energia, é administrada glicose radioativa no paciente. Dessa forma, é possível identificar os locais onde há alteração do metabolismo glicolítico e, consequentemente, a extensão dos tumores.














