Leia entrevista com Marcelo Nilo, pré-candidato ao governo da Bahia
Nilo diz que o maior desafio do futuro governador é aumentar a receita e reduzir a despesa
Bahia|Do R7 BA
O R7 Bahia entrou em contato com os candidatos cotados para concorrer ao pleito estadual em 2014. Foram encaminhadas nove perguntas iguais sobre segurança, saúde, educação, mobilidade urbana, entre outros temas. Os políticos tiveram o mesmo espaço para responder as questões.
Os questionamentos foram enviados por e-mail para todos os políticos passíveis de concorrer ao governo. Os pré-candidatos procurados pelo R7 Bahia que responderam as perguntas foram: o presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) na Bahia, Geddel Vieira Lima; o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Marcelo Nilo (PDT); o secretário municipal de transporte, José Carlos Aleluia (DEM); e o secretário Estadual de Planejamento, José Sergio Gabrielli (PT).
A senadora Lídice da Mata (PSB), o vice-governador do Estado, Otto Alencar (PCdoB); o ex-governador Paulo Souto (DEM); e o secretário da casa civil, Rui Costa (PT), decidiram não responder as questões.
Leia íntegra da entrevista com Marcelo Nilo:

R7 BA - Qual o maior problemaque o Estado enfrenta atualmente e como fará para resolver a situação?
Marcelo Nilo - Se eu for governador, pode ter certeza que vou fazer de tudo para que a receita seja maior que a despesa, porque o gestor que trabalha no vermelho, sempre enfrenta muitas dificuldades. Eu digo sempre que se eu for governador, minha primeira prioridade será tentar equilibrar as finanças.
R7 BA - A segurança pública é uma das principais reclamações dos baianos. Simões Filho, Lauro de Freitas, Porto Seguro e Eunápolis estão entre as dez cidades onde mais ocorreram assassinatos por arma de fogo no País, de acordo com dados do Mapa da Violência. O que poderia ser feito para resolver ou, pelo menos, amenizar esse problema?
Marcelo Nilo - Se eu for governador, eu pretendo me aproximar do soldado, do sargento, do tenente, do coronel, do delegado de polícia. Farei reuniões mensais, traçando metas, dando diretrizes e cobrando também resultados. Quero acompanhar de perto a evolução do trabalho da Segurança Pública.
R7 BA - O senhor é a favor do projeto Mais Médicos? Os baianos reclamam muito da falta de atendimento e superlotação dos hospitais. Um levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que nos últimos três anos houve uma redução de 592 leitos - de todas as especialidades - na rede pública na Bahia. O Mais Médicos seria a solução para a saúde pública? O que poderia ser feito pelo novo governador pra ajudar a população que depende do SUS no Estado?
Marcelo Nilo - Eu sou favorável ao Mais Médicos. Eu acho que 75,80% dos médicos estão na região metropolitana. Os médicos não querem ir para municípios distantes, no caso da Bahia, a lugares como Tabocas do Brejo Velho, Lajedo do Tabocal, Uauá, Formosa do Rio Preto. Então eu acho que a presidenta Dilma fez certo ao dar prioridade aos médicos brasileiros, mas onde eles não quiserem ir, colocar os médicos estrangeiros. O que não se pode é deixar o povo prejudicado por falta de médicos. Agora é preciso também estruturar as unidades de saúde e o salário dos médicos, pois os que vêm do exterior devem ganhar o mesmo que os brasileiros.
R7 BA- Há alguns anos, alguns colégios estaduais da Bahia figuravam entre os melhores do Estado, mas, atualmente, a qualidade do ensino público caiu muito. Segundo a classificação das escolas no Enem, das 200 melhores escolas do Estado apenas duas escolas são públicas, ambas federais. O que deveria ser feito para melhorar o ensino nos colégios públicos?
Marcelo Nilo - Eu acho que o programa Topa foi um sucesso, o programa “Todos pela Alfabetização” alfabetizou mais de 1,1milhão de baianos, principalmente aquelas pessoas que tiveram dificuldades de estudar quando eram jovens. Mas agora é preciso reforçar o ensino médio. Quero registrar que o governador Jaques Wagner recebeu o Estado com uma Universidade Federal e agora já temos cinco, portanto na Bahia, houve um avanço contra o analfabetismo e também no ensino superior, agora precisamos avançar no ensino médio.
R7 BA - Após mais de uma década, as obras para a construção do metrô em Salvador passaram por várias etapas, mas não foi concluído e acabou passando do governo federal para o estadual. O senhor acredita que as obras serão concluídas em 2014? Com metrô funcionando, acredita que vai melhorar o problema da mobilidade urbana na capital baiana?
Marcelo Nilo - Eu acho que o prefeito ACM Neto teve a grandeza de assumir que a prefeitura de Salvador não tem condições de executar o metrô. Passando a responsabilidade para o estado agora, eu acredito que seja resolvido. Então, eu considero que foi uma ação positiva do prefeito com o governador Jaques Wagner, tanto de um reconhecer que a prefeitura não tem condições, quanto o outro assumir a obra. Nós baianos quando viajamos para outros Estados, ficamos envergonhados quando se fala no metrô de Salvador, uma obra que caminha a passos muito lentos, mas acredito que em 2014 a primeira etapa será inaugurada.
R7 BA - Como o senhor avalia o resultado das pesquisas de intenção de voto? Acha que influencia na mudança de estratégias para a disputa?
Marcelo Nilo - Eu acho que nas pesquisas agora, o cidadão, a cidadã só cita os candidatos mais conhecidos, ou seja, aqueles que foram candidatos a cargos majoritários nas últimas eleições. Eu acho que pesquisa vai começar a ficar exata a partir de fevereiro, quando os candidatos já estiverem consolidados. Eu, por exemplo, nunca fui candidato à majoritária, eu estou me tornando conhecido agora, ou seja, os cidadãos baianos, agora começam saber quem é Marcelo Nilo.
R7 BA - Em uma eleição é possível dizer que existe candidato mais fácil ou mais difícil de ser derrotado?
Marcelo Nilo - Claro que existe. Em toda eleição você coloca o seu time contra um adversário, então existem candidatos fortes e candidatos fracos. O importante é consolidarmos a nossa base, que está sob a coordenação do nosso técnico que é o governador Jaques Wagner.
R7 BA - Como o senhor avalia a importância das alianças no resultado final das eleições?
Marcelo Nilo - Política é aliança. Você tem de fortalecer sua coligação, porque se faz política através dos partidos. Você forma um arco de alianças e coloca o time pra jogar. Não adianta você partir em carreira solo, porque as vezes na carreira solo você encontra dificuldades de chegar na reta final.
R7 BA - Qual será o maior desafio do futuro governador da Bahia?
Marcelo Nilo - Aumentar a receita e reduzir a despesa. O orçamento da Bahia é de R$28 bilhões para uma população de 15 milhões de habitantes, enquanto o Rio de Janeiro, por exemplo, é de R$85 bilhões para uma população de 16 milhões. Então eu acho que o desafio de qualquer candidato a governador da Bahia, é conseguir fazer essa equação de reduzir a despesa e aumentar a receita do Estado.
















