Logo R7.com
RecordPlus
‌

Líderes da torcida BAMOR são presos e enfrentam acusações de tortura

Presidente e vice da BAMOR presos em operação do MP por práticas violentas

Bahia|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dez líderes da torcida BAMOR, incluindo presidente e vice, são acusados de tortura e espancamento.
  • A investigação do MP-BA revela o uso de martelos e tacos de beisebol em práticas violentas.
  • A sede da BAMOR está fechada e os dirigentes podem enfrentar prisões preventivas.
  • Debate sobre a violência no esporte é ressaltado, com foco na necessidade de reformulação da torcida.

 

Dez integrantes da torcida organizada BAMOR, incluindo o presidente Matheus Castro e o vice-presidente Luciano Venâncio, passaram por audiência de custódia após serem presos em uma operação que investiga crimes de tortura e agressão física. A ação foi conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apura a atuação de dirigentes da entidade em episódios ocorridos na sede da torcida.

Segundo as investigações, as vítimas teriam sido submetidas a sessões de violência física, com o uso de objetos como martelos e tacos de beisebol. A promotora de Justiça Thelma Leal afirmou que o caso evidencia a necessidade de mudanças estruturais para evitar novos episódios de violência envolvendo torcidas organizadas.

‌

O inquérito teve origem em denúncias de duas pessoas que afirmaram ter sido torturadas dentro da sede da BAMOR. Uma das vítimas, um analista de sistemas, relatou ter permanecido no local por cerca de quatro horas sob coerção, mesmo sem ter cometido qualquer irregularidade. Em depoimento, ele também afirmou que foi obrigado a realizar transferências bancárias para terceiros durante o período em que esteve retido.

Além de Matheus Castro e Luciano Venâncio, outros dirigentes da torcida organizada também foram detidos. Entre os investigados está ainda um policial militar. Após as audiências de custódia, a Justiça deverá decidir sobre a manutenção das prisões preventivas ou a eventual concessão de liberdade aos acusados.

‌

Por determinação judicial, a sede da BAMOR foi temporariamente interditada. As medidas fazem parte do conjunto de ações adotadas pelas autoridades durante a investigação. De acordo com a promotora Thelma Leal, a entidade precisará passar por um processo de reformulação, incluindo renovação de sua diretoria e adoção de novos mecanismos de controle administrativo.

O Ministério Público destaca que as prisões estão relacionadas exclusivamente às acusações de tortura e não aos cargos ocupados pelos investigados dentro da torcida organizada. A expectativa é que a BAMOR também revise o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2011, atualizando normas e procedimentos para combater práticas violentas.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.