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Médicos do Hospital Clériston Andrade pedem demissão coletiva e pacientes denunciam demora no atendimento

Hospital realiza nove mil atendimentos e 650 cirurgias por mês

Bahia|Do R7 com Record Bahia

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Atualmente, os 302 leitos da unidade estão lotados
Atualmente, os 302 leitos da unidade estão lotados

Cinco médicos cirurgiões do Hospital Clériston Andrade, em Feira de Santana, a 108 km de Salvador, entregaram os cargos na quarta-feira (2). Para piorar a situação, mais três profissionais não compareceram ao trabalho nesta quinta-feira (3).

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O cenário só contribui para o colapso em que se encontra a saúde pública na Bahia. Acompanhantes de pacientes denunciam a demora no atendimento na unidade de saúde. Uma mulher que foi baleada pelo ex-companheiro aguarda para fazer um exame desde terça-feira. A bala entrou pelo nariz da jovem e está alojada no pescoço. A mulher afirma que o aparelho para fazer uma tomografia está quebrado e o hospital está tentando negociar com o HEC (Hospital Estadual da Criança) a realização do exame.

A prima de outro paciente, que sofreu um acidente e moto, relatou que ele demorou mais de 5h para ser atendido. A acompanhante alegou que ele estava com hemorragia.


— Teve que fazer “baixaria” aqui para atender ele.

O Hospital Clériston Andrade realiza nove mil atendimentos e 650 cirurgias por mês. Atualmente, os 302 leitos da unidade estão lotados.O diretor geral da unidade afirmou que o hospital não tem como atender a demanda, pois recebe pacientes de 127 municípios, além da população de Feira de Santana.


— As policlínicas de Feira de Santana precisam ser usadas. O Clériston Andrade, sozinho, não vai dar conta de toda Feira de Santana. Não existe a boa vontade... Na hora que tiver a boa vontade política, se resolverá o problema.

O sindicato da categoria alegou que os médicos decidiram entregar os cargos após o fracasso das negociações com o governo do Estado. Uma das reivindicações da categoria é a regularização do vínculo trabalhista, pois os médicos não trabalham com carteira assinada.

O secretário de saúde do Estado entendeu a atitude da categoria como quebra de acordo. Ele assegurou que outros hospitais da rede pública estadual podem atender a demanda de cirurgias do Clériston. O governo fechou um contrato emergencial com o Hospital Salvador para as cirurgias de trauma.

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