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Mesa Diretora da Câmara decide que vereador Prisco não será suspenso

Presidente da Câmara convocou mesa para discutir futuro de Prisco

Bahia|Do R7

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O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Paulo Câmara (PSDB), convocou a Mesa Diretora da Casa para uma reunião nesta terça-feira (22), no Paço Municipal, para discutir a prisão preventiva do vereador e presidente da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e seus Familiares do Estado da Bahia). De acordo com o vereador Kiki Bispo, presidente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), Prisco não será afastado. Segundo o vereador, a Constituição Federal lista os casos de suspensão de mandato, que não consta a prisão preventiva.

— Portanto, por maioria unânime hoje, ficou decidido que o mandato do vereador Prisco não será suspenso.


Em relação ao salário de Prisco, o presidente do CCJ afirmou que será formada uma comissão interna para discutir administrativamente, não penalmente, a questão do subsídio do vereador e a verba de gabinete ao qual tem direito.

De acordo com Bispo, a Câmara mantém contato com a família de Prisco, assim como com os advogados, "por que Prisco é um vereador da cidade de Salvador, portanto a Câmara tem essa responsabilidade".


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Além do presidente Paulo Câmara, fazem parte da Mesa Diretora os vereadores Carlos Muniz (1° vice-presidente/PTN), Isnard Araújo (2° vice-presidente/PR), Fabíola Mansur (3° vice-presidente/PSB), Arnando Lessa (1° secretário/PT), Orlando Palhinha (2° secretário/DEM), Cátia Rodrigues (3ª secretária/PROS), Aladilce Souza (Ouvidora/PCdoB), Everaldo Augusto (ouvidor substituto/PCdoB) e Geraldo Júnior (corregedor/SDD).


O vereador foi preso na tarde desta sexta-feira (18) pela PF (polícia Federal, em um resort em Costa do Sauípe, no Litoral Norte. De acordo com informações do MPF ((Ministério Público Federal na Bahia)), o pedido foi feito na segunda-feira (14) dentro da ação penal movida em abril de 2013, que denunciou sete pessoas entre vereadores, soldados e cabos da PM por diversos crimes, a maioria deles contra a segurança nacional, praticados durante a greve realizada em 2012. A intenção do pedido de prisão preventiva é garantir a ordem pública, segundo o MPF.

Prisco é processado por crime político grave, e qualquer recurso contra sua prisão só poderá ser ajuizado no Supremo Tribunal Federal. A prisão será cumprida inicialmente em presídio federal, no Complexo da Papuda.

No sábado (19), os advogados entraram com o pedido de Habeas Corpus no TRF 1 (Tribunal Regional Federal) e encaminhado para o STF (Supremo Tribunal Federal).

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