“Meu filho se tornou uma pessoa triste”, diz pai de empresário espancado grupo em área nobre de Salvador
Ação dos criminosos foi registrada por câmeras de segurança e o vídeo se espalhou pela internet
Bahia|Do R7 com Record Bahia

Há um ano, a família do empresário Alexandre Souza Pontes, espancado por um grupo em um bairro nobre da capital baiana, espera por justiça. O pai da vítima, Jose Ribamar, está inconformado com a morosidade da Justiça e afirmou que “a sensação é horrível, a gente vive com isso”. Emocionado, o pai do empresário descreve como a vida da família mudou após a covarde agressão sofrida pelo filho.
— A gente não esquece, porque meu filho se tornou uma pessoa triste, meu filho se tornou uma pessoa com limitações e meu filho deixou de ser uma pessoa alegre. Mas, é a luta, a gente vai lutar até o final, sem dúvidas que nós vamos em busca da justiça. Ele tem medo de sair, ele tem medo de se expor, e os caras tão aí, participando da vida social, vida noturna.
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O empresário, de 36 anos, foi agredido por quatro homens no bairro da Pituba. A vítima carrega um olhar de quem ainda não superou o trauma de ter o rosto desfigurado, fraturas nos ossos da face, nariz quebrado e, atualmente, ter apenas 30% da visão do olho direito.
Mas, a principal sequela não pode ser vista, pois está no psicológico da vítima.
— É difícil sair, eu tenho medo da noite, até o dia. Eu tô indo em busca de tratamento psicológico, psiquiátrico, pra ver se me supera esse trauma (sic)
O homem foi agredido após deixar um bar, quando estava indo para casa. A ação dos criminosos foi registrada por câmeras de segurança e o vídeo se espalhou pela internet, causando muita revolta.
A vítima foi surpreendida pelo grupo e recebeu o primeiro soco pelas costas. Ele caiu e foi covardemente espancado. Sem ter como se defender, o homem acabou desmaiando. A sessão de espancamento só terminou após a chegada de outros homens, que conseguiram dispersar o grupo. Alexandre foi socorrido para um hospital particular da capital, onde permaneceu internado com traumatismo craniano.
Alexandre e os agressores não se conhecem, mas têm em comum apenas a classe social. Eles pertencem a famílias de classe média alta da capital baiana.
Os suspeitos de cometer o crime foram identificados pelo empresário, mas ainda continuam em liberdade. Luiz Carlos Ramos de Moura Bastos, praticante de artes marciais, Vitor Sallenave Phileto, Tiago Rocha Maia Gomes e Daniel Sallenave Cambeses foram indiciados por tentativa de homicídio, mas respondem ao processo em liberdade.
Os suspeitos foram ouvidos na 16ª DT (Delegacia Territorial), na Pituba, acompanhados por advogados. O caso foi encaminhado para Justiça, que determinou uma punição alternativa até a conclusão do processo. Os agressores tiveram que entregar os passaportes, estão impedidos de deixar País, devem comparecer em juízo a cada dois meses, entre outras restrições.
A Polícia Civil chegou a concluir o inquérito e encaminhou para o MP (Ministério Público), mas os procurados devolveram e pediram que as imagens das agressões fossem melhoradas e periciadas novamente. Oito meses já se passaram e o pedido do MP ainda não foi concluído pelo DPT (Departamento de Polícia Técnica).
A delegada que investiga o caso, Maria Selma, afirmou que não há nada a ser feito até que as imagens sejam liberadas pelo DPT.














