MP da Bahia investiga ofensas xenofóbicas pós-eleições
Aumento de 800% nos ataques a nordestinos leva à criação de força-tarefa
Bahia|Do R7
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O Ministério Público da Bahia iniciou uma investigação para identificar os responsáveis pelas ofensas xenofóbicas direcionadas a nordestinos após o primeiro turno das eleições de 2022. A iniciativa resulta de um aumento expressivo, da ordem de 800%, no número de ataques em comparação com o pleito de 2018. A força-tarefa está concentrada em rastrear tais mensagens ofensivas nas redes sociais, utilizando técnicas avançadas e informações de provedores de internet para identificar a origem das ofensas.
Os ataques, que incluem xingamentos como 'pobre', 'analfabeto' e 'burro', além de ameaças explícitas à vida dos nordestinos, configuram-se como xenofobia. Este tipo de crime é classificado como um ato de ódio contra grupos devido à sua nacionalidade, etnia ou origem regional. A legislação prevê penas que variam entre 1 a 3 anos de prisão para aqueles considerados culpados. Além da possível condenação criminal, os responsáveis pelos ataques podem ser obrigados a pagar indenizações.
Esses valores serão destinados aos fundos de direitos difusos, sendo utilizados para financiar ações de cidadania e a melhoria de equipamentos públicos. O monitoramento pelo Ministério Público da Bahia revelou que as mensagens ofensivas se intensificaram significativamente no período imediato ao primeiro turno das eleições, ocorrido no último domingo.















