Logo R7.com
RecordPlus

Pedido de Habeas Corpus de Prisco é protocolado em Brasília, diz Aspra

Marco Prisco foi preso na tarde de sexta-feira (18)

Bahia|Do R7

  • Google News
Marco Prisco Caldas Machado, líder do movimento grevista da Polícia Militar da Bahia
Marco Prisco Caldas Machado, líder do movimento grevista da Polícia Militar da Bahia

O pedido de Habeas Corpus de Prisco foi protocolado em Brasília, segundo informações da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia), na manhã deste sábado (19). 

O Tenente Coronel PM Edmilson Tavares, presidente da AOPM/BA - Força Invicta (Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia) embarcou para a Capital Federal na manhã de hoje, acompanhado do advogado Dr. Vivaldo Adães para adoção das providências cabíveis junto à justiça.


Leia amis notícias no R7 BA

Prisão


O vereador e coordeador-geral da Aspra, Marco Prisco, líder do movimento grevista da Polícia Militar da Bahia, foi preso na tarde de sexta-feira (18), a pedido do MPF-BA (Ministério Público Federal na Bahia). O pedido de prisão preventiva ajuizado pelo MPF foi concedido pela Justiça Federal em 15 de abril e a prisão foi realizada nesta tarde, pela PF (Polícia Federal), em um resort em Costa do Sauípe, no Litoral Norte, onde Prisco se encontrava.

Aquartelamento


O deputado capitão Tadeu informou, na manhã deste sábado (19), que consultou a Aspra, APPM/BA (Associação de Praças da Polícia Militar da Bahia), AOPM/BA - Força Invicta, ABSSO/BA (Associação dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais da Polícia Militar Da Bahia) e Associação Dois de Julho/BA (Associação dos Bombeiros Militares da Bahia), e decidiu pela suspensão do aquartelamento da tropa para "não prejudicar mais ainda a sociedade".

A decisão foi tomada após informações passadas, na madrugada de hoje, pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, que consultou o Procurador Geral do Ministério Público Federal, Dr. Rodrigo Janot. O procurador informou que a prisão de Prisco ocorreu em razão da greve de 2012 e que a paralisação de 2014 agravou a situação perante a Justiça Federal, que decretou a Prisão Preventiva. Segundo a informação, "o aquartelamento irá prejudicar a análise do Habeas Corpus".


A Aspra divulgou uma carta aberta em seu site neste sábado, falando sobre a prisão de Prisco, aquartelamento e sobre os esforços para reverter uma possível paralisação espontânea da tropa.Leia a carta na ìntegra.

Carta aberta aos policiais e bombeiros militares e à sociedade baiana

A ASPRA vem a público informar que sempre prezou pela manutenção da ordem pública, e vem fazendo um esforço imenso para reverter uma possível paralisação espontânea da tropa, em razão da prisão de Marco Prisco, Coordenador Geral da entidade.

Entendemos que a prisão preventiva foi sem fundamento, pois, a partir do momento em que as atividades foram normalizadas, perdeu-se o objeto da ação que a motivou, além de que o momento foi inapropriado diante das recentes manifestações ocorridas na Policia Militar e principalmente quando o clima de tranquilidade retornava à sociedade civil e ao seio da tropa.

É importante reforçar que embora o mandado de prisão tenha sido expedido pela Justiça Federal, o mesmo foi solicitado de maneira velada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (que vem negando publicamente a sua participação no episódio), inclusive, no mesmo período em que o próprio Marco Prisco ainda tentava, através da negociação com a área sistêmica do governo, evitar o movimento que acabou sendo deflagrado pela tropa em assembleia do ultimo dia 15.

Durante toda a noite de ontem e madrugada de hoje, a entidade discutiu como seria seu posicionamento frente a tropa, sabendo que sua decisão servirá de norte aos policiais que corroboram com seus ideais, a ASPRA entende que um processo de aquartelamento neste momento, poderá trazer mais desconforto e insegurança para todos, policiais e sociedade civil.

A ASPRA continuará em permanente ALERTA ao desenrolar dos fatos nos próximos dias e buscando sempre manter o diálogo.

Por fim, a sociedade precisa de PAZ e os policiais militares farão o possível para proporcionar o retorno da tranquilidade social.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.