Persistência: estudante baiano supera deficiência visual e se torna fisioterapeuta
Na colação de grau, estudante foi aplaudido de pé
Bahia|Do R7


Ao invés de reclamar das limitações que a vida lhe impôs, o baiano Adevaldo Sarmento, de 37 anos, que é deficiente visual, decidiu encará-las e realizar um sonho: ser fisioterapeuta.
— A fisioterapia é uma carreira linda por nos permitir cuidar das pessoas e acompanhar a recuperação delas, e, para a qual, é necessário apenas ter o conhecimento nas mãos. Eu me identifico muito com o curso no qual me formei e essa profissão me concede certa liberdade porque em determinadas áreas, o deficiente visual consegue atuar com total independência.
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Adevaldo mora em Itabuna, município localizado a 441 km de Salvador. Na cidade, ele é conhecido como Del e já atua como massoterapeuta há 14 anos. Foram os clientes e amigos que o incentivaram a fazer o curso.
Na vida acadêmica, Adevaldo declarou que nunca teve a pretensão de receber tratamento diferenciado em função da sua condição, por isso, fez o possível para demonstrar sua capacidade e obter resultados positivos por mérito próprio.
— Eu não faltava as aulas, os professores disponibilizavam todo o material utilizado em sala de aula, sempre estive em dia com os assuntos para não acumular conteúdo e eu também escaneava os livros das disciplinas e estudava com o auxílio de programas de voz.
A faculdade Unime, onde ele graduou-se como fisioterapeuta, afirmou que durante os cinco anos de curso, Adevaldo se destacou por seu comprometimento e superação. Na formatura, o estudante foi aplaudido de pé.
Feliz, ele disse que é grato pelo apoio recebido dos professores, da instituição e dos amigos e declarou, ainda, que se sentiu realizado ao saber que, no momento em que colou grau, foi aplaudido de pé pelos presentes.
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