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PMs envolvidos na morte de 12 pessoas no Cabula são absolvidos pela Justiça

Em maio, os PMs haviam sido denunciados pelo Ministério Público da Bahia

Bahia|Do R7 com Record Bahia

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Caso aconteceu no dia 6 de fevereiro de 2015
Caso aconteceu no dia 6 de fevereiro de 2015

Os nove policiais militares da Rondesp (Rondas Especiais) acusados de matarem 12 pessoas em uma operação na Vila Moisés, no bairro do Cabula, em Salvador, foram absolvidos pelo Tribunal de Justiça da Bahia. A decisão da juíza Marivalda Almeida Moutinho, foi publicada no Diário Oficial de Justiça desta segunda-feira (27). Em maio, os PMs haviam sido denunciados pelo MP-BA (Ministério Público da Bahia).

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Entenda o caso

No dia 6 de fevereiro de 2015, doze pessoas morreram e três ficaram feridas durante uma troca de tiros entre bandidos e policiais da Rondesp, na estrada das Barreiras, no bairro do Cabula. A polícia informou que o tiroteio começou quando cruzou com cerca de 30 homens, que se preparavam para explodir caixas eletrônicos, na localidade conhecida como Vila Moisés. Em nota, a PM disse que os policiais reagiram após serem recebidos a tiros pelos bandidos e verem que o sargento havia sido baleado de raspão na cabeça. O PM foi socorrido, medicado e liberado. Com os criminosos foram encontradas 16 armas, muitas de calibre restrito com carregadores alongados, e farta quantidade de droga.


Anistia Internacional

Após a operação da Rondesp no bairro do Cabula, a AI (Anistia Internacional) encaminhou nota à imprensa, informando que na ação, policiais teriam abordado um grupo de homens que supostamente estariam a caminho de um assalto a banco. Mas, ainda de acordo com a Anistia, relatos iniciais contestam a versão oficial da polícia e apontam indícios de execuções sumárias. Ao longo dos últimos meses, a Anistia afirmou ter recebido denúncias sobre supostas abordagens abusivas da Rondesp, com relatos de uso excessivo da força, desaparecimentos forçados e execuções sumárias. Um deles é o caso de Davi Fiúza, adolescente de 16 aos, que desapareceu no dia 24 de outubro de 2014, no bairro de São Cristóvão, em Salvador. O adolescente foi supostamente abordado por policiais militares da Rondesp e do Peto (Pelotão de Emprego Tático Operacional). 


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