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Professor baiano desenvolve aplicativo para facilitar ensino da matemática

Ideia do projeto surgiu quando uma aluna demonstrou dificuldades com jogos de sinais

Bahia|Do R7

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Aplicativo tem o objetivo de trabalhar operações com números inteiros
Aplicativo tem o objetivo de trabalhar operações com números inteiros

No Colégio Estadual Artur Oliveira da Silva, no município de Juazeiro, na região norte do Estado, aprender matemática tem sido mais prazeroso. Esse é o resultado do J16E (Jogo dos 16 Ensinamentos), desenvolvido pelo professor Levi Brasilino da Silva e disponibilizado no pátio da unidade, na cabine de ensinamentos matemáticos e para downloads no Play Store.

O aplicativo tem o objetivo de trabalhar operações com números inteiros, conteúdo básico para a aprendizagem da matemática, que deve ser visto no 7º ano do ensino fundamental. Mas, no Colégio Artur Oliveira da Silva, está sendo trabalhado por todos os estudantes, do 6º ao 3º ano do ensino médio. 


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De acordo com o professor Levi, a ideia do projeto surgiu há 13 anos, quando uma aluna demonstrou dificuldades com jogos de sinais. 


— No caminho para casa, eu fiquei analisando o perfil da aluna, percebi que era uma aluna esforçada e fiquei matutando - por que será que, mesmo sendo esforçada, ela não conseguiu adquirir esse conhecimento? Esse foi o ponto de partida. Eu disse: "vou fazer alguma coisa para que isso não aconteça com outro aluno".

Depois disso, o professor desenvolveu alguns projetos e vídeos até chegar ao aplicativo J16E. 


— Quando foi em 2011, no meu mestrado, eu queria fazer uma coisa diferente. Algo que pudesse deixar o aluno independente, à vontade para aprender. Foi quando eu tive a ideia de desenvolver o aplicativo, que está no pátio e que pode ser colocado em android.

Aprendizagem mútua


Professor desenvolveu alguns projetos e vídeos até chegar ao aplicativo J16E
Professor desenvolveu alguns projetos e vídeos até chegar ao aplicativo J16E

A aluna Ana Clara da Silva, estudante do 9º ano, afirma que sempre teve muita dificuldade na aprendizagem da matemática, mas a forma de trabalho do professor Levi tem lhe ajudado a superar as dificuldades. 

— Antes eu não sabia nada de matemática. Eu comecei a aprender depois que eu conheci o professor Levi. A maneira que ele organiza a aula, explica é mais próxima da nossa linguagem. Além disso, tem os jogos. O que eu mais gosto é a Cabine de Ensinamentos Matemáticos, que fica no pátio. São várias contas que nós temos que resolver.

Para o diretor da unidade, Merivaldo Souza, há um envolvimento de todos os estudantes com a cabine de ensinamentos matemáticos, o que tem possibilitado a aprendizagem de conteúdos e organizado o intervalo da unidade de ensino. 

— Há uma aprendizagem muito significativa. Nós observamos, por exemplo, que, no ano passado, alguns alunos passaram a dominar conteúdos das séries seguintes. A participação deles nos jogos também tem deixado o recreio bem tranquilo, com um ambiente bem harmonioso.

O professor Levi enfatiza que a aprendizagem acontece mutuamente. 

— É uma porta com duas chaves. Uma está com o professor e a outra está com o aluno. Se o aluno for para sala querendo aprender, mas o professor não quiser ensinar, não vai ter aprendizagem e vice-versa. A aprendizagem só vai ocorrer quando aluno e o professor utilizarem suas chaves.

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