Publicitário baiano tem prisão preventiva decretada pela Operação Lava Jato
Marqueteiro baiano João Santana está entre os procurados na 23ª fase da Operação Lava Jato
Bahia|Do R7 com Record Bahia

Agentes da Polícia Federal e da Receita Federal estiveram na manhã desta segunda-feira (22), em um prédio luxuoso, no corredor da vitória, em Salvador, para cumprir mandados de prisão, mas nenhum suspeito foi encontrado. O marqueteiro baiano João Santana está entre os procurados na 23ª fase da Operação Lava Jato. Há um mandado de prisão temporária expedido contra o publicitário. A suspeita é de que João Santana teria no exterior, contas bancárias em paraísos fiscais. Também foi decretada a prisão da mulher dele, Mônica Moura.
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Agentes federais também estiveram na empresa do publicitário no Jardim Apipema e recolheram materiais. Já na sede da Odebrecht, na avenida Paralela, os policiais permaneceram por quase quatro horas. Os agentes fizeram buscas, ainda, em uma mansão que fica no condomínio no Litoral Norte, onde carros de luxo foram apreendidos.
Joao Santana começou a ser investigado, em inquérito sigiloso, após a PF descobrir que o publicitário fazia movimentações bancarias, de origens não declaradas, no exterior. Ele ainda possuiria relacionamento direto com um engenheiro da Odebrecht, empreiteira que também é alvo da investigação.
O publicitário tem forte influência no governo federal. Ele foi o marqueteiro responsável pelas campanhas da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, desde que Duda Mendonça começou a ser investigado. Santana chegou a ser conselheiro da presidente Dilma em decisões de governo.
Apesar das buscas, o publicitário não foi preso porque está fora do País.
A nova fase da Operação Lava Jato aconteceu em salvador, na cidade de Camaçari, na região metropolitana, e nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo 58 mandados foram expedidos pela policia federal: 38 de busca e apreensão, dois de prisão preventiva, seis de prisão temporária e cinco de condução coercitiva.
A Lava Jato investiga o maior escândalo de corrupção do Brasil, que envolve a Petrobrás. Propinas eram pagas para empreiteiras. Em março, a operação completa dois anos.















