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Representantes das associações da PM decidem suspender aquartelameto

Aquartelamento iria prejudicar a análise do Habeas Corpus

Bahia|Do R7

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Prisco foi preso pela PF em Costa do Sauípe
Prisco foi preso pela PF em Costa do Sauípe

O deputado capitão Tadeu informou, na manhã deste sábado (19), que consultou a Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia), APPM/BA (Associação de Praças da Polícia Militar da Bahia), AOPM/BA - Força Invicta (Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia), AOAPM/BA (Associação dos Oficiais Auxiliares da Polícia Militar do Estado da Bahia), ABSSO/BA (Associação dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais da Polícia Militar Da Bahia) e Associação Dois de Julho/Ba (Associação dos Bombeiros Militares da Bahia), e decidiu pela suspensão do aquartelamento da tropa para "não prejudicar mais ainda a sociedade".

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A decisão foi tomada após informações passadas, na madrugada de hoje, pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, que consultou o Procurador Geral do Ministério Público Federal, Dr. Rodrigo Janot. O procurador informou que a prisão do vereador e coordenador-geral da Aspra, Marco Prisco, na tarde se sexta-feira (18) em Costa do Sauípe pela Polícia Federal, ocorreu em razão da greve de 2012 e que a paralisação de 2014 agravou a situação perante a Justiça Federal, que decretou a Prisão Preventiva. Segundo a informação, "o aquartelamento irá prejudicar a análise do Habeas Corpus".

Veja a íntegra o documento enviado pela ministra Eliana Calmon

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Salvador, BA, 18 de abril de 2014 

Capitão Tadeu 

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Atendendo à solicitação de Vossa Excelência sobre a origem da prisão de Marco Prisco, informo que após consultar o Presidente do Tribunal Regional da 1ª Região, Desembargador Mário César Ribeiro, o Desembargador Almilcar Machado, plantonista do mesmo Tribunal e finalmente, o Procurador Geral da República, Dr. Rodrigo Janot, verifiquei que a prisão do Vereador indicado decorreu da Prisão Preventiva decretada pelo Juiz Federal condutor da ação penal a que responde o edil, em deferimento, a pedido formulado pelo Ministério Público Federal do Estado da Bahia, diante das provas entregues ao Magistrado comprovando o envolvimento do acusado em novas manifestações da greve da Polícia Militar da Bahia, deflagrada no último dia 15 do corrente mês e ano. Assim nada há de novo no fato ensejador da Prisão Preventiva senão a determinação de custódia de um réu em processo antecedente, sem qualquer envolvimento político ou intervenção do Governo ou outra autoridade qualquer da Bahia. 

Quero esclarecer a Vossa Excelência que a situação de Marco Prisco só pode ser solucionada no âmbito da Justiça Federal, mediante Habeas Corpus examinado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. 

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Solidariedade ou parceria no sentido de haver um reposicionamento da Justiça inexiste e a retomada de greve por parte da Polícia Militar é absolutamente impertinente neste momento porque esse acontecimento impedirá o exame de um possível Habeas Corpus, podendo ocasionar a prisão de líderes do movimento, agravando a solução do problema.

Assim, Capitão, a melhor solução para o problema, não está no aquartelamento das forças policiais, porque não decorreu a prisão do descumprimento pelo Governador do acordo anteriormente assinado. Aliás, não poderia ele acordar sobre os processos em andamento na Justiça. 

Atenciosamente, 

Eliana Calmon

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