STF nega pedido de habeas-corpus feita pela defesa de Marco Prisco
Prisco foi preso na sexta-feira (18) pela PF em Costa do Sauípe
Bahia|Do R7

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, negou o pedido de habeas-corpus da defesa do vereador e coordenador-geral da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia), Marco Prisco, nesta quarta-feira (23).
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Em conversa com o R7, o coordenador-jurídico da Aspra, Fábio Brito, afirmou que a decisão foi recebida com surpresa. Mas ele disse que vai recorrer e apresentar um agravo regimental. Brito alegou que ainda não tomou conhecimento dos motivos que levaram o ministro Ricardo Lewandowski a tomar essa decisão.
O pedido foi protocolado em Brasília, na manhã de sábado (18), pelo advogado Vivaldo Amaral no TRF 1 (Tribunal Regional Federal) e, posteriormente, encaminhado para o STF.
Prisco foi preso na tarde de sexta-feira (18), a pedido do MPF-BA (Ministério Público Federal da Bahia). O pedido de prisão preventiva ajuizado pelo MPF foi concedido pela Justiça Federal em 15 de abril e a prisão foi realizada pela PF (Polícia Federal), com o auxílio da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Aeronáutica em um resort em Costa do Sauípe, no Litoral Norte.
O MPF justificou a prisão do líder do movimento grevista dizendo que ele responde a ação penal por crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, em processo que está em curso na 17ª Vara Federal da Seção Judiciária da Bahia. De acordo com o órgão, "mesmo denunciado pela prática de crimes contra a segurança nacional, continuou ostensivamente a instigar o uso da violência e da desordem e a liderar movimentos grevistas expressamente proibidos pela Constituição Federal, não só no Estado da Bahia, como em outras unidades da federação, apostando na política do terror".
O vereador foi encaminhado para Brasília onde está detido em um presídio federal.















