Vigilantes que trabalhavam em faculdade onde adolescente foi baleado devem prestar depoimento
Polícia analisou as imagens de oito câmeras do circuito interno de segurança da instituição
Bahia|Do R7
Três vigilantes que trabalhavam na Faculdade Área 1, na avenida Paralela, no momento em que Railan da Silva Santana, de 17 anos, foi baleado, nesta terça-feira (22), foram intimados a comparecer, nesta quarta-feira (22), para prestar depoimento no DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
A Polícia Civil já analisou as imagens de oito câmeras do circuito interno de segurança da instituição e deverá receber, amanhã, o conteúdo de dezenas de outras câmeras instaladas no campus, para esclarecer as circunstâncias em que o adolescente foi baleado.
Nas imagens já analisadas, segundo a polícia, o adolescente aparece entrando pela portaria principal da faculdade, às 8h44min, acompanhado de outro rapaz, ambos carregando mochilas e aparentando tranquilidade. A mesma câmera registra, em outro momento, a entrada de um homem que depois foi filmado por uma câmera interna, portando uma arma. Funcionários da faculdade, que acompanharam a análise das imagens, não reconheceram os dois rapazes e nem o homem, que aparece armado, como alunos da instituição.
A delegada Marilene Lima, que coordenou a equipe do SILC (Serviço de Investigação de Local de Crime), do DHPP, alegou que somente a análise das imagens restantes e o resultado dos laudos periciais produzidos pelo DPT (Departamento de Polícia Técnica) poderão revelar o que de fato aconteceu.
O material analisado mostra também o momento em que o adolescente entra correndo, já ferido, em um banheiro instalado no 2º subsolo do prédio da faculdade. Um rastro de sangue foi encontrado pela perícia partindo do estacionamento exclusivo para motocicletas, que fica no andar de cima, até o banheiro onde ele foi encontrado. A arma que estava com ele foi apreendida por policiais militares da 82ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar) e apresentada no DHPP.
A delegada também espera que as imagens a serem analisadas mostrem o destino do homem armado e do companheiro do adolescente, após o crime.
A polícia revelou que também quer saber da instituição de onde partiram as informações dando conta de que um policial teria reagido a um assalto do lado de fora da faculdade, conforme nota distribuída à imprensa, o que até o momento não foi comprovado.
Uma tia de Santana, com quem o adolescente morava desde os 2 anos, também foi ouvida pela delegada Marilene Lima. A mulher informou que o garoto estudava no Colégio Manoel Novaes, no período da tarde e que, na manhã de hoje, teria saído para resolver problemas, sem dar detalhes que pudessem elucidar o que ele fazia no local. Ela também será intimada para prestar depoimento.















