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Acusado de receber propina, chefe de gabinete de Guido Mantega pede demissão

Marcelo Fiche e seu secretário-adjunto são supeitos de favorecer empresa dentro do governo

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Chefe de gabinete de Mantega é suspeito de receber propina
Chefe de gabinete de Mantega é suspeito de receber propina

O chefe de gabinete do ministro da Fazenda Guido Mantega, Marcelo Fiche, e seu secretário-adjunto, Humberto Alencar, ambos acusados de receber propina de uma empresa de comunicação empresarial para favorecê-la em contratos com o governo, pediram demissão nesta sexta-feira (28).

Após as denúncias, que vieram à tona em reportagem publicada na revista Época, Fiche saiu de férias para se defender das acusações. No entanto, ele decidiu não voltar à chefia de gabinete para que as “investigações sejam feitas com tranquilidade”.

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Na carta de demissão, Fiche afirma esperar que os esclarecimentos sejam feitos de forma rápida e reafirma sua inocência.

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— Tenho sido atacado injustamente, inclusive com ilações mentirosas sobre a minha vida privada na imprensa. Não sei a que interesses servem tais ataques, mas posso dizer com toda tranquilidade que fizemos um processo licitatório para contratação de empresa de assessoria de imprensa do Ministério com todo zelo e respeito pela coisa pública.

Na carta, ele explica ainda que seu secretário-adjunto também não retornará das férias pelo mesmo motivo. 

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Acusações

As denúncias de recebimento de propina dentro do Ministério da Fazenda foram feitas pela secretária da empresa Partners, companhia contratada para fazer assessoria de imprensa da pasta.

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A funcionária, responsável pelas tarefas burocráticas da empresa, procurou a imprensa para contar que era também encarregada de sacar e levar pessoalmente o dinheiro a Fiche e Alencar. Segundo a reportagem, os dois teriam recebido das mãos da secretária um total de R$ 60 mil.

O pagamento era feito em troca de favorecimento à empresa em contratos firmados com o Ministério da Fazenda. A suspeita é de que a Partners teria vencido o pregão eletrônico mesmo sem apresentar toda documentação necessária e que os serviços cobrados eram superfaturados.

Leia a íntegra da carta de demissão

Diante das notícias veiculadas hoje por alguns veículos de imprensa, informo que pedi ao ministro Guido Mantega para, ao final das minhas férias, não retornar à chefia de gabinete. Dessa forma, contribuo para que as investigações ora em curso sejam feitas com toda tranquilidade e com a maior celeridade possível para que a verdade seja restaurada e as mentiras que foram publicadas sobre a minha pessoa sejam rapidamente derrubadas.

Tenho sido atacado injustamente, inclusive com ilações mentirosas sobre a minha vida privada na imprensa. Não sei a que interesses servem tais ataques, mas posso dizer com toda tranquilidade que fizemos um processo licitatório para contratação de empresa de assessoria de imprensa do Ministério com todo zelo e respeito pela coisa pública e que, por ter sido pela modalidade pregão eletrônico (menor preço) em vez de técnica e preço, gerou uma grande economia aos cofres públicos.

Informo também que, a pedido dele mesmo, e com o mesmo objetivo, o chefe da assessoria técnica, Humberto Alencar, também não retornará a sua função ao final de suas férias.

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