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Adams volta a defender acordo de leniência para empresas da Lava Jato

Brasil|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, voltou a defender nesta segunda-feira a importância de acordos de leniência entre governo e as empresas envolvidas na operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.

Os acordos de leniência, que só podem ocorrer se as empresas acusadas procurarem o governo, facilitariam a recuperação de recursos desviados no esquema e o combate à corrupção, segundo Adams, além de ter um efeito positivo na preservação da atividade econômica do país.

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"Estamos falando de emprego, estamos falando de investidores, de sistema financeiro, estamos falando de todo um conjunto de entidades e empresas que estão afetadas por esse tipo de situação", disse Adams a jornalistas, após participar de uma reunião a convite da bancada do PT na Câmara dos Deputados para esclarecer como funciona essa iniciativa.

"A palavra de ordem é retomar a iniciativa para que o país volte a funcionar dentro da normalidade de antes", disse o líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado.

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A Lava Jato investiga um esquema de corrupção em que empreiteiras teriam formado cartel para participar das licitações de obras da estatal e pagariam propina a funcionários da empresa, operadores do esquema, políticos e partidos.

Até agora, 40 pessoas respondem a processo na Justiça Federal no âmbito da Lava Jato. Entre elas, dois ex-diretores da Petrobras e 23 réus ligados a seis das maiores empreiteiras do país.

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"Se a empresa não quiser se comprometer com o compromisso de combater a corrupção e de ressarcir ao erário, vai sofrer as consequências que a legislação prevê e vai estar submetida a isso... Agora, se ela se submeter a isso, é uma vantagem com benefício para o país e para todos", afirmou.

Cabe à Controladoria-Geral da União (CGU) fechar os acordos, mas a AGU pode participar para dar "mais segurança jurídica" ao processo.

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O envolvimento de parlamentares está sendo investigado com base nos depoimentos de delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

"A delação premiada é penal, ela continua. Ninguém interfere nisso e eu nunca questionei em nenhum momento a atuação do MP nesse ponto. Agora, no âmbito administrativo, a competência é da Controladoria, e não do Ministério Público".

Segundo Adams, "não faz sentido que o criminoso que cometeu o crime possa ter o benefício e a empresa que não cometeu o crime, mas teve seu agente cometendo, tenha de ser punida com o seu fechamento".

(Reportagem de Nestor Rabello)

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