Brasil Advogado acusa desembargador de receber propina no TJ-SC. Assista

Advogado acusa desembargador de receber propina no TJ-SC. Assista

Exaltado, o advogado xingou o magistrado de "vagabundo" e "safado"

Advogado acusa desembargador de receber propina no TJ-SC. Assista

Confusão ocorreu ontem no Tribunal de Justiça de SC

Confusão ocorreu ontem no Tribunal de Justiça de SC

Reprodução/YouTube

Um julgamento no TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) terminou com uma acusação gravíssima na última quinta-feira (3). Enquanto fazia sua sustentação oral, o advogado Felisberto Odilon Córdova acusou o desembargador Eduardo Mattos Gallo Júnior de pedir propina no valor de R$ 700 mil em troca de um voto favorável em um processo que envolve cifras superiores a R$ 30 milhões (assista ao vídeo abaixo).

Na sua fala e com o desembargador suspeito à sua frente, Córdova disparou: "o julgamento que está acontendo aqui é comprado. Eu estou fazendo uma denúncia".

— Esse cidadão [o desembargador Eduardo Gallo] foi abordado com uma proposta que veio do Rio de Janeiro para receber R$ 500 mil, R$ 250 mil antes e R$ 250 mil depois, e o descarado chegou a mandar para o nosso escritório uma contraproposta que poderíamos cobrir isso, por R$ 700 mil. Eu insisto senhor presidente, isso aqui não é o Senado, não é a Câmara dos Deputados, isso aqui é um Tribunal de Justiça. 

Em seguida, o advogado pediu que a promotoria, também presente ao julgamento, assumisse o caso e apurasse o suposto pedido de propina. Notadamente exaltado, Córdova ainda chamou o desembargador de "safado" e "vagabundo".

Gallo Júnior rebateu a acusação e disse haver um "nítido excesso" e afirmou que não iria admitir os xingamentos. Em seguida, solicitou ao presidente do tribunal "a prisão do advogado". 

Enquanto deixava a sala de julgamento, o advogado ainda disparou: "Então, vamos os dois presos que eu quero te quebrar a cala dentro da cela, vagabundo".

De acordo com o jornal Diário Catarinense, a causa envolve cerca de R$ 35 milhões e está na fase da análise de um agravo de instrumento interposto em execução de honorários.

Assista abaixo ao vídeo com a confusão no TJ-SC: