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Advogado confirma envolvimento de empresário com Youssef

Ricardo Ribeiro Pessoa prestará depoimento à Policia Federal na tarde desta terça-feira (18)

Brasil|Marc Sousa, da TV Record, em Curitiba

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O advogado Alberto Toron, que representa o sócio da UTC Engenharia, Ricardo Ribeiro Pessoa, confirmou o envolvimento de seu cliente com o doleiro Alberto Youssef, um dos pivôs do escândalo de corrupção na Petrobras.

O defensor disse que o empresário, apontado como “chefe do clube”, irá detalhar os níveis dessa relação no depoimento que prestará à PF (Polícia Federal) na tarde desta terça-feira (18). Toron, entretanto, não quis adiantar o conteúdo da fala de seu cliente. “Seria uma descortesia com os policiais”.


O cartel de empreiteiras que atuava para fraudar licitações em contratos na estatal era chamado de "clube" pelos seus participantes. Segundo depoimentos dados à PF, o "clube" tinha como "coordenador" justamente Ricardo Ribeiro Pessoa.

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O papel de Pessoa, conforme o executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto afirmou ao Ministério Público, "era o de organizar as reuniões, era ele quem convocava os representantes das empresas para as reuniões, entregava as listas para Renato Duque e estabelecia contato direito com ele".

Mendonça Neto afirmou que ele próprio era o representante da empresa Toyo-SOG no "clube", que seria formado, segundo ele, por Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon e MPE, além da Toyo-SOG.


Depoimentos

Nesta terça-feira (18), depõem executivos das empresas Queiroz Galvão e UTC. Os advogados dos empresários declararam que seus clientes irão contribuir com as investigações, que não irão ficar calados.


Ao todo, são 23 presos da operação Lava Jato na última semana presentes na carceragem da PF em Curitiba. Junto a eles, somam-se Alberto Youssef e outros dois presos por outros motivos. Até o final do dia, 17 presos que tiveram a prisão temporária decretada devem ser soltos.

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A PF pode pedir a prorrogação destas prisões, desde que encontre algum motivo novo que fundamente este pedido. Os agentes têm previsão de encerrar todos os depoimentos até o final da tarde de hoje, e o juiz responsável pelo caso, Sérgio Moro, não recebeu nenhum pedido de prorrogação das prisões até o momento.

Na lista dos detidos que podem ser soltos ainda hoje, constam os nomes de Dalton dos Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa, Joao Ricardo Auler, presidente do conselho administrativo da Camargo Corrêa, Ildefonso Colares Filho, presidente da Queiroz Galvão, José Adelmário Pinheiro Filho, presidente da OAS, e Valdir Lima Carreira, presidente da Iesa (confira a lista completa).

Os demais seis presos de maneira preventiva ficarão por mais tempo na carceragem. Dois procurados ainda estão foragidos. São eles Adarico Negromonte e Fernando Soares, o Fernando Baiano.

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