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Advogado da campanha de Dilma diz que novo pedido de impeachment tenta burlar decisão do STF

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Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O coordenador da área jurídica da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, advogado Flávio Caetano, afirmou nesta quarta-feira que o novo pedido de impeachment contra a presidente visa burlar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que vedaram o aditamento de pedidos já apresentados.

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O pedido de abertura de um processo de impedimento contra Dilma, assinado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr, foi entregue nesta quarta-feira ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com a presença de lideranças da oposição que defendem o impedimento da petista.

A decisão de apresentar um novo pedido foi tomada depois de decisões do Supremo que impediam o aditamento de pedidos já apresentados, o que inviabilizou a estratégia dos oposicionistas de acrescentar na peça que já tramitava na Câmara a denúncia do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União de que as chamadas "pedaladas fiscais" continuaram em 2015.

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"O STF decidiu pela suspensão da tramitação dos atuais pedidos de impeachment e pela proibição de aditamentos. Em clara manobra para burlar as decisões do STF, os autores desistiram do pedido anterior e formularam um novo pedido, que nada mais é do que um 'aditamento impróprio'", afirmou Caetano em nota. "Os fatos são os mesmos, e as teses são as mesmas do pedido anterior."

O TCU considerou irregulares ao analisar as contas do governo Dilma de 2014 as chamadas pedaladas fiscais --atraso no repasse de recursos da União para cobrir gastos de bancos públicos com programas de governo.

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A inclusão da acusação de que as pedaladas continuaram neste ano visa atender a uma interpretação de que não é possível pedir o impedimento da presidente por um fato ocorrido no mandato anterior.

Além de apontar uma "ofensa" à decisão do STF, que também suspendeu o rito para tramitação de um processo de impeachment que havia sido desenhado por Cunha, Caetano defendeu também que a tramitação do novo pedido entregue nesta quarta só deve começar após o Supremo analisar recursos propostos por Cunha à decisão da Corte.

“Diante dessa flagrante tentativa de desrespeito às decisões do STF, avaliamos que a tramitação do novo pedido de impeachment deverá aguardar o julgamento dos recursos interpostos perante o STF”, afirmou.

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