Aécio faz críticas à gestão do PT em evento em Belém
Para o senador tucano, governo atual não agrada mais à população
Brasil|Do R7

O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), esteve em Belém, nesta quinta-feira (5), para o Encontro da Amazônia Oriental, que reuniu os tucanos do Pará. Ele que já é o nome a ser indicado para as eleições presidenciais de 2014, fez duras críticas à gestão do PT.
Junto com ele outros gestores garantiram durante os discursos a força e integração do partido. Sobre o mensalão mineiro, Neves afirma que não o atrapalhará.
Ele comentou que a atual gestão presidencial não agrada a população mais.
— O fato concreto é que o atual governo fracassou. Fracassou na gestão da economia, gerando incertezas enormes para que os investimentos pudessem retornar ao Brasil, e o PIB desse terceiro trimestre divulgado essa semana é uma demonstração clara que aquilo que estamos falando já há um bom tempo, a perda da credibilidade do Brasil pela ineficiência da política econômica, pela falta de transparência, pelo excesso de intervencionismo.
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Aécio afirma que é necessário terminar obras no Brasil todo e lutar por um novo marco regulatório do setor mineral.
— Eu me lembro muito bem do presidente Lula, na véspera da eleição, acompanha da sua candidata, inaugurando as eclusas do Tucuruí. Depois não se enfrentou o problema que tinha de ter sido enfrentado. Na verdade, o Brasil é hoje, e nesta região não é diferente, um grande cemitério de obras inacabadas.
Enfatizando as críticas, o senador se referiu ao Governo Dilma como software pirata.
— Então, é hora de tirarmos este software pirata que está aí em execução hoje no Brasil e retornarmos ao software original.
Mas mesmo diante das discordâncias de governos, Aécio Neves apontou boas escolhas do PT.
— Felizmente no primeiro governo fizeram isso porque o presidente Lula absorveu os primados, os pilares da política macroeconômica realizados no governo do presidente Fernando Henrique. Na verdade, o PT quando copia o PSDB, acerta. Quando o PT segue a sua cartilha, erra. Foi assim, na política macroeconômica, nos pilares da meta de inflação, câmbio flutuante e superávit primário, quando abandona o Brasil vai mal.
Como presidente nacional do partido, não falou em corrupção e acredita que as eleições de 2014 não vão ser afetadas pelo escândalo do mensalão do PSDB de Minas Gerais. "Eu não sei, a minha certamente que não. E tomara que seja julgado o mais rápido possível", replicou.















