Alckmin afirma que não há decisão tomada sobre rodízio de água em São Paulo
Governador pede, no entanto, que a população mantenha o uso racional sem desperdício
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, negou que haverá rodízio de água em São Paulo no esquema quatro por dois – quatro dias sem água e dois dias com o recurso hídrico. Segundo ele, não há nenhuma decisão tomada a respeito da medida e afirmou que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) continua monitorando o consumo de água da população para adotar a melhor alternativa.
— Não há nenhuma decisão tomada, isso é um assunto técnico que a Sabesp está monitorando permanentemente. O que nós fizemos foi o aumento de oferta onde será possível a interligação dos sistemas (Cantareira e Paraíba do Sul) substituindo o Cantareira por outros sistemas.
Nos bastidores, a informação é de que técnicos do governo defendem que o rodízio seja adotado na Grande São Paulo a partir de março, caso a seca continue crítica no próximo mês. No entanto, oficialmente, a Sabesp também nega que haja alguma definição sobre a medida.
Mesmo sem confirmar a necessidade de rodízio, o governador Alckmin mantém o apelo à população para o uso racional da água. Segundo ele, apesar do governo está aumentando a oferta de água, buscando alternativas de abastecimento, é necessário que a sociedade continue evitando o desperdício.
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— Tivemos uma redução importante pelo lado da demanda, é importante continuar com o uso racional da água para evitar desperdício. Não podemos abrir mão de ninguém, precisamos ter 100% das pessoas colaborando.
As declarações foram dadas em Brasília, após uma reunião entre Alckmin e a presidente Dilma Rousseff para debater a crise de água no Estado de São Paulo. Os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Nelson Barbosa (Planejamento) e a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), também participaram do encontro, além do diretor-presidente da ANA (Agência Nacional de Águas), Vicente Andreu.
Interligação
Após a reunião no Palácio do Planalto, o ministro Mercadante confirmou que o governo federal vai liberar R$ 830 milhões para a interligação interligar a bacia hidrográfica do Cantareira, que abastece o Estado de São Paulo, com a do Paraíba do Sul, usada para abastecimento do Rio de Janeiro. O edital de licitação para a obra já está aberto e a obra tem prazo de um ano e seis meses para ser concluída.
Por isso, o projeto não terá nenhum reflexo imediato na crise hídrica que atinge os Estados do Sudeste. O ministro lembrou que a obra é estruturante, ou seja, tem o objetivo de amenizar as crises nos próximos anos, e destacou a parceria entre o Planalto e os governos estaduais.
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— Juntos nós temos mais força para enfrentar uma situação que é bastante crítica e exige agilidade, decisão e firmeza para que a gente possa superar. Estamos buscando desenhar todas a parceiras hídricas possíveis para aumentar a oferta de água, naquilo que o governo federal pode ajudar.















