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Alckmin apoia crítica à investigação do cartel de trens

Governador de São Paulo disse que investigação tem que ser séria e não ter objetivo político 

Brasil|Do R7

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Governador Geraldo Alckmin ficou "estarrecido com a mentira"
Governador Geraldo Alckmin ficou "estarrecido com a mentira"

O governador paulista, Geraldo Alckmin, endossou a crítica feita por seu partido contra a condução das investigações a respeito do cartel de trens no Estado de São Paulo, falando em "mentira e falsidade" e questionando o trabalho de investigação da Polícia Federal feita no momento da prisão dos petistas condenados no processo do mensalão.

— Entendo que esse trabalho precisa ser feito de forma colaborativa e de forma séria, não querendo, no momento de mensalão, misturar as coisas com objetivo nitidamente político [...] Nós somos os maiores interessados (na verdade), agora não é possível conduzir um processo dessa forma.


Ontem, o PSDB pediu a demissão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O partido ainda questionou adulterações no documento encaminhado à Polícia Federal sobre o caso. Nesta manhã, em entrevista à rádio Estadão, Cardozo classificou como "risíveis" críticas do PSDB sobre a tradução do documento e afirmou que o partido tentava tornar uma investigação policial em questão política.

— Quero reiterar nossa disposição total de transparência, investigação e responsabilização de quem quer que seja.


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Alckmin disse, após evento no Palácio dos Bandeirantes que é preciso provas.


— Agora, é preciso ter provas. E continuou. "O que nos deixou estarrecido: primeiro, a mentira.", disse Alckmin, afirmando que inicialmente se disse que quem teria encaminhado a denúncia à polícia federal foi o Cade. "Aí vem o presidente do Cade e diz: não encaminhei nada", emendou o governador. "Segundo, a falsidade", continuou o governador, afirmando que o documento é apócrifo, já que o suposto autor negou a assinatura. "Terceiro, um documento de 2008 quando é traduzido do inglês para o português é acrescentado, falsificado, listando nomes, acusando pessoas e partido político", finalizou.

Alckmin questionou ainda "quem faz essas falsificações" e "a serviço de quem". "Hoje é uma injustiça contra um, amanhã é contra outro."

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O governador disse que a cartelização "infelizmente" ocorre no mundo inteiro e reiterou que o Estado realizou todo o trabalho de investigação quando tomou conhecimento da situação.

— Já estamos trabalhando para avançar nas investigações. O Estado é vítima.

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