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Aluna de psicologia se diz angustiada e deve largar o curso sem a renovação do FIES

Prazo para os aditamentos termina no fim do mês; Congresso vota amanhã a liberação de verba

Brasil|Juca Guimarães, do R7

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Sem verba, FIES pode deixar 1,5 milhão de estudantes na mão
Sem verba, FIES pode deixar 1,5 milhão de estudantes na mão

Amanhã, terça-feira (18), deve acontecer a sessão conjunta do Congresso para tentar a votação do projeto de lei que libera R$ 702,5 milhões para o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil). A votação foi adiada algumas vezes por falta de quórum, aumentando a angústia dos 1,5 milhão de estudantes que solicitaram a renovação do financiamento.

Segundo o Ministério da Educação, a atual gestão (governo Temer) encontrou o FIES sem orçamento para o pagamento da taxa de administração dos agentes financeiros do Fies, responsáveis pela contratação e aditamentos das operações de crédito do Fundo.


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Para cobrir esses custos, eram necessário mais de R$ 800 milhões. No entanto, o governo Dilma cortou o orçamento desta operação para R$ 267 milhões, valor suficiente para cobrir as despesas apenas até abril.


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Ainda segundo o MEC, os aditamentos do 2º semestre de 2016 para o FIES estão no limite do prazo normal. De acordo com os normativos do Fundo, esses aditamentos devem ocorrer até o final do quadrimestre do semestre, que se estende até o mês de outubro. Os repasses às instituições de ensino serão efetuados após a contratação desses instrumentos no agente financeiro. 


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Uma das alunas que está aguardando a liberação dos recursos do FIES para saber se continua ou não o curso em 2017 é a Amanda Rodrigues, de 26 anos, do curso de psicologia. Confira o desabafo da estudante:


"Eu sou a Amanda, tenho 26 anos, moro com os meus avós maternos e minha mãe, não tenho vínculo com o meu pai e estou no terceiro ano de psicologia (sexto semestre).

Fiz durante seis anos cursinho pré-vestibular para entrar no curso de medicina numa universidade pública. No sexto ano de cursinho tentei medicina na PUC-SP (campus de Sorocaba), minha nota não foi suficiente para medicina, mas foi para psicologia. A princípio nunca me imaginei fazendo psicologia, porque é um curso muito diferente de medicina, mas eu estava cansada e sentindo que a idade estava pesando (estava com 24 sem estar na universidade), assim entrei na PUC-SP pelo FIES.

Bom, sem o FIES eu jamais conseguiria estudar na PUC, pois as mensalidades dos cursos são extremanente caras, inviabilizando que, sem esse programa, eu acessasse o ensino superior numa universidade de qualidade. O não repasse de verba do governo federal, as tarifas bancárias e os gastos pessoais dos alunos na PUC, faz com que muitos alunos, assim como eu, abandonem os estudos.

Atualmente, meu rendimento na universidade está abaixo do que sempre foi, pois há o risco de eu ter de deixar a universidade. Acho que a palavra que define meu estado emocional é angústia, porque o futuro está incerto e eu terei que rever meus projetos de futuro.

Além disso, tenho medo de não conseguir pagar a dívida dos três anos que financiei o curso, o que causa uma piora nas minhas condições. Ao invés de trabalhar como psicóloga que era o que pretendia, agora vou ter que trabalhar em qualquer outra área, para pagar minhas despesas.

É dolorido e angustiantes ver a vida tomando um rumo que eu não imaginava, tendo que me retirar de algo que eu pagarei, tendo que dizer a minha família que não vou poder continuar o meu curso, porque não deixaram.

Sou a primeira da minha família a entrar numa universidade particular de renome, estudo porque tenho apoio a isso. Lágrimas escorrem dos meus olhos ao dizer isso tudo, mas poucos se importam".

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