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Ambev é denunciada no Cade por práticas anticompetitivas

Grupo com 110 revendedores acusa a companhia de implementar políticas comerciais abusivas devido a sua posição dominante no mercado brasileiro

Brasil|Do R7

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Distribuidores acusam a Ambev de implementar políticas comerciais abusivas
Distribuidores acusam a Ambev de implementar políticas comerciais abusivas

Distribuidores de bebidas que trabalham para a Ambev apresentaram uma queixa contra a empresa no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), acusando a fabricante de práticas anticompetitivas.

A Confenar (Confederação Nacional das Revendas Ambev e das Empresas de Logística da Distribuição) acusa a Ambev de implementar políticas comerciais abusivas devido a sua posição dominante no mercado brasileiro de bebidas.


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"A Ambev cria um ciclo fechado e vicioso de controle, determinando que os revendedores trabalhem no mix de produto que deseja, no formato, no preço e na estrutura de seu interesse", disse o presidente da Confenar, Ataíde Gil Guerreiro, em comunicado enviado à Reuters nesta sexta-feira.


Segundo a Confenar, que agrupa 110 revendedores, uma multa de até 20% do faturamento bruto anual da Ambev pode ser aplicada pelo Cade caso o órgão regulador antitruste considere a denúncia válida.

O Cade não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.


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A Ambev disse em comunicado que lamenta que a Confenar tenha levado ao Cade uma negociação privada de contrato, que está em andamento há meses.


"A Confenar quer uma garantia de rentabilidade mínima, o que vai contra a livre iniciativa e a lógica empresarial, e está usando as autoridades como instrumento para tentar pressionar a Ambev em uma negociação privada", afirmou em comunicado enviado à Reuters.

A companhia também enfatizou que seus "programas de mercado passam por criteriosa revisão de um comitê com membros externos e estão absolutamente em linha com as leis vigentes, inclusive concorrenciais".

No início da sexta-feira (25), a maior cervejaria da América Latina divulgou queda de 9,7% no lucro líquido do terceiro trimestre, afetada pela estagnação dos volumes após vendas mais fracas no Brasil, enquanto os custos e as despesas gerais cresceram no período, o que derrubava suas ações na B3.

Às 11h43, os papéis da Ambev recuavam 7,3%, a R$ 17,79, apresentando o pior desempenho no principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, que subiu 0,2%.

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