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ANP recomenda realização de rodada de petróleo no fim de 2015 ou em 2016, diz fonte

Brasil|Do R7

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Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recomendou ao governo que a 13ª Rodada de Licitação de Blocos Exploratórios de Petróleo ocorra entre o fim deste ano e o início do próximo ano, disse uma fonte próxima às discussões.

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Caso o Ministério de Minas e Energia aceite a recomendação da ANP, o leilão, que não vai incluir áreas do pré-sal, poderá ocorrer após o prazo previsto pelo governo, que havia prometido ao mercado, no ano passado, que o certame seria realizado no primeiro semestre de 2015.

O motivo apresentado pela ANP ao ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, foi a forte queda do preço do barril de petróleo nos últimos meses e o impacto disso sobre a capacidade de investimento das petroleiras.

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Um leilão agora, num momento de baixa nas cotações da commodity, poderia não atrair tantos interessados, segundo a fonte, que falou na condição de anonimato.

Além disso, a Petrobras já avisara ao governo que seria seletiva em novos leilões de blocos, que só entraria se fosse ofertado algo muito interessante.

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Com restrições para realizar captações no mercado internacional, em meio às investigações da Operação Lava Jato sobre um esquema de corrupção, a estatal está preservando seus recursos para investimentos prioritários e já tem grandes áreas de exploração para serem desenvolvidas.

Os cálculos da autarquia para definir o valor dos bônus de assinatura das áreas que serão ofertadas e dos programas exploratórios mínimos exigidos foram feitos em meados do ano passado. Atualmente, a realidade de preços do petróleo está muito diferente.

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O petróleo praticamente perdeu metade de seu valor desde meados do ano passado, com um crescimento da produção dos Estados Unidos.

"O desenho tem que ser revisto, a nova parte econômica tem que ser revista e a atratividade das áreas e os cálculos econômicos das áreas. O cenário do mercado mudou", afirmou a fonte.

Segundo a fonte, a postergação do certame atenderia o anseio das próprias empresas, que gostariam de um novo leilão entre a virada de 2015 para 2016.

"Com a nova realidade do preço do barril, empresas estão revendo em todo o mundo seus planos de investimento e o Brasil não ficaria fora disso", declarou.

"As próprias empresas têm sugerido um leilão para a virada do ano e disseram isso à ANP e ao ministro. No mundo inteiro há uma revisão de portfólios", adicionou a fonte.

Em 2013, a agência reguladora realizou três leilões em apenas um ano, incluindo o primeiro do pré-sal sob regime de partilha de produção, após cerca de cinco anos sem licitações. Na época, a demora para realização do certame gerou críticas da indústria.

O Ministério de Minas e Energia disse à Reuters na semana passada, por e-mail, que estava estudando a receptividade do mercado para decidir se manterá a promessa de realizar um novo leilão de áreas exploratórias de petróleo no primeiro semestre deste ano.

Procurado, o Ministério de Minas e Energia não respondeu imediatamente pedido de comentário do assunto.

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