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Apesar de esforço, Congresso suspende sessão para votar Lei dos Royalties

Sessão pretende votar 3.060 vetos presidenciais pendentes

Brasil|Da Agência Senado

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A 1ª vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), abriu a sessão do Congresso Nacional nesta quarta-feira (19), mas suspendeu logo em seguida, convocando os líderes partidários para reunião na sala da Presidência, visando entendimentos sobre os procedimentos a serem adotados para a realização dos debates e votações.

O registro de presença contabilizava a presença de 59 senadores e 427 deputados. A sessão do Congresso é destinada a votar 3.060 vetos presidenciais pendentes, em esforço para viabilizar o exame do veto parcial da presidente Dilma Roussef à Lei dos Royalties. Rose de Freitas afirmou que sem o entendimento não há condição de dar continuidade à sessão.


O exame exclusivo do veto à Lei dos Royalties foi suspenso depois de decisão liminar do ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), que considerou inconstitucional a aprovação de urgência para a matéria. Conforme a decisão do ministro, a apreciação deve seguir a ordem cronológica de chegada dos vetos ao Congresso.

Logo depois do anúncio da convocação da sessão, feito pelo presidente do Senado, José Sarney, durante sessão deliberativa nesta terça-feira (18), o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) também questionou a possibilidade de votação em bloco dos vetos, mencionando os termos da decisão do ministro Fux e o Regimento Comum do Congresso.


Para o senador pelo Rio, os vetos devem passar por análise prévia de comissões mistas designadas especificamente para esse fim e depois serem votados um a um. Na prática, se prevalecer esse entendimento, não haveria como votar o veto aos royalties nesta semana.

O debate regimental no início da sessão já era previsto, especialmente por iniciativa dos parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Esses dois estados vão perder receitas se o veto for derrubado.

Mas, se o veto for mantido, os demais estados vão se beneficiar já em 2013 com participação nos royalties pagos sobre a exploração de campos de petróleo já em produção hoje, e não apenas das reservas futuras do pré-sal.

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