Apesar do custo da locação, problemas de moradia caem
Estudo do Ipea mostra que déficit habitacional foi reduzido nos últimos cinco anos
Brasil|Do R7

Apesar da alta no número de famílias que gastam mais de 30% da renda com aluguel, o déficit habitacional foi reduzido no País nos últimos cinco anos, passando de 10% do total dos domicílios brasileiros, em 2007, para 8,53%, em 2012, aponta o relatório do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Considerando os quatro componentes do déficit habitacional (aluguel excessivo, moradia precária, coabitação e domicílios muito densos), o total de habitações com problemas era de 62.996.532 no ano passado.
O Ipea alerta no estudo, porém, que a redução do déficit pouco beneficiou a parte mais pobre da população.
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— A redução do déficit habitacional não esteve focada no estrato de renda mais baixo (até três salários mínimos), prioritário para fins de atendimento da política pública: compunha 70% do déficit total em 2007, enquanto em 2012 passou a representar cerca de 73%.
Diferenças regionais
O estudo também destaca o comportamento desigual do índice nas diferentes regiões do País.
— Na maioria dos estados do Centro-Oeste, à exceção do Mato Grosso do Sul, houve aumento do déficit absoluto. O déficit em São Paulo manteve-se estável, com leve incremento de 0,6% em valores absolutos.
O estudo diz ainda que, “na região Nordeste, apenas os estados do Rio Grande do Norte e Sergipe mantiveram índices crescentes, enquanto no Norte do país, os estados de Roraima, Acre, Amazonas e Roraima apresentaram alta do déficit habitacional”.
Segundo o documento, “considerando o recorte de análise das regiões metropolitanas, apenas Fortaleza e o Distrito Federal apresentaram elevação do déficit absoluto.”
O Ipea ainda chama a atenção para o fato de que, em São Paulo e no Rio de Janeiro, os problemas das regiões metropolitanas representam metade do déficit do Estado todo.














