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Após derrota de Serra, Alckmin propõe parceria com Haddad em São Paulo

Senador Aloysio Nunes se apresentou como opção para renovar partido

Brasil|Wanderley Preite Sobrinho, do R7

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Embora o principal mote da campanha do candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB), tenha sido a parceria que sua futura gestão manteria com o governo do Estado, o governador tucano Geraldo Alckmin propôs parceria com o prefeito eleito Fernando Haddad (PT).

A sugestão foi feita logo após o discurso de derrota de Serra feito no último domingo (28) no comitê central de sua campanha no centro da capital paulista. Alckmin formalizou o convite para Haddad assim que deixou o palco montado para o evento.


— Quero cumprimentar o prefeito eleito Fernando Haddad e dizer que é nosso dever trabalharmos juntos, prefeitura e Estado, na defesa dos interesses da população de São Paulo.

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Nesta segunda-feira (29), o presidente nacional do PT, Rui Falcão, comentou o convite depois de avaliar o desempenho do PT nas eleições deste ano.

— Isso mostra que a democracia no Brasil está avançando nesse gesto. Deve haver colaboração. Quando não há, quem perde é o povo.


Renovação

Depois do convite, Alckmin foi embora sem comentar o futuro do candidato derrotado e a renovação da legenda. O assunto que predominou no comitê depois que Serra foi embora e os membros da campanha puderam apresentar suas justificativas para a derrota.


Um dos principais aliados de Serra, o senador Aloysio Nunes admitiu que "um partido para viver tem que estar sempre se renovando". Ao defender "ideias novas" para a legenda, ele se apresentou como opção.

— Não é preciso necessariamente um rosto novo, é preciso ideias novas. Eu não tenho um rosto tão novo assim, mas me considero uma pessoa que está em pleno vigor físico e de minha intelectualidade.

Já o coordenador-geral da campanha, deputado federal Edson Aparecido, falou em mudança mais radical para "ter coragem para entrar na sociedade".

— O desafio no Estado é aprofundar os vínculos com a sociedade. Dar mais vida ao partido e ter menos perfil cartorial. Fazer vínculos com os movimentos da sociedade, trazer gente nova para dar musculatura. Não dá para fazer só oposição partidária. Tem de ter coragem de entrar na sociedade.

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