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Após entregar defesa na Câmara, Temer faz discurso duro e pede obediência à Constituição

Alvo de investigação da PGR, presidente sugere direito à ampla defesa e pede seriedade

Brasil|Do R7

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Michel Temer: existe 'desejo de desarmonizar aos Poderes de Estado'
Michel Temer: existe 'desejo de desarmonizar aos Poderes de Estado'

Um dia depois de apresentar à Câmara sua defesa em investigação de corrupção da PGR (Procuradoria-Geral da República), o presidente da República, Michel Temer (PMDB), fez um discurso duro nesta quinta-feira (6) durante anúncio das novas regras do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e antes de embarcar para encontro do G-20 na Alemanha. Na ocasião, afirmou ser necessário "obedecer a Constituição".

No início da fala, Temer falou pouco do programa educacional e concentrou esforços em falar sobre a crise política. O presidente disse ser necessário "falar coisas acacianas [ridículas], repetir conceitos, obviedades, seja na área jurídica, educacional, administrativo".


— As pessoas usam pontuações, e a conceituação é o que está sendo feito hoje e para o futuro. As trivialidades são mais que necessárias porque as pessoas não lidam mais com conceitos para a democracia brasileira [...]. Às vezes entram numa disputa, sem embargo da Constituição, [...] o que mais se identifica é o desejo de desarmonizar aos Poderes de Estado. Isso é um crime.

Em seguida, o peemedebista destacou que ele, os demais ministros presentes ao encontro e detentores de cargos eletivos são "autoridades transitórias e, por isso, temos que obedecer a Constituição". Segundo Temer, os eleitos "nasceram pela determinação do povo brasileiro", que diz que quando vai exercer o poder, "o faça harmoniosamente".


— Quando vejo desarmonia, prego a pacificação social, eu prego a harmonia entre os órgãos do poder. Ao agirmos no governo, agimos em harmonia com o Legislativo em obediência absoluta à jurisdição constitucional. [...] O que mais precisamos hoje é recuperar conceitos que vêm do século 18, [como] a ampla defesa, o contraditório, a seriedade [...] Isso vem da Revolução Francesa e da Revolução Inglesa, dos países que foram capazes de criar uma concepção do estado democrático de direito, que deve ser uma realidade.

Planejamento


Temer destacou ainda e classificou de "incrível" tudo "o que tem sido feito nesse governo em termos de planejamento". O peemedebista disse que seu governo não faz "só uma coisa para amanhã e ganhar uma decepção depois de amanhã".

— O projeto é sempre um projeto para o futuro. Isso significa planejamento, certeza de que começa hoje para continuar amanhã. Foi assim com o teto dos gastos públicos, que fixamos um prazo de 20 anos, revisável por 10 anos depois [...], então, talvez daqui a 10 anos, consigamos fazer uma coincidência entre o que se arrecada e o que se gasta.

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