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Após Estatuto do Desarmamento, cai em 40% a compra de armas de fogo no Brasil

Código entrou em vigor em dezembro de 2003 e teve forte impacto sobre a população

Brasil|Do R7

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Campanha do desarmamento freou busca por armas iniciada na década de 80
Campanha do desarmamento freou busca por armas iniciada na década de 80

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que a proporção de pessoas que compraram armas de fogo no Brasil caiu 40,6% após a instauração do Estatuto do Desarmamento, em dezembro de 2003.

De acordo com os dados apresentados pelo presidente do instituto, o economista Marcelo Néri, o número de compras de armas de fogo caiu de 57 mil em 2002-2003 para 37 mil em 2008-2009. O estudo se baseia em informações das POFs (Pesquisas de Orçamentos Familiares), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizadas nesses anos.


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Segundo Néri, o valor médio das transações aumentou cerca de 11%: está em torno de R$ 100 atualmente. Isso demonstra, segundo o economista, o sucesso do estatuto, que reduziu o número de armas e forçou aumento nos preços das aquisições. A pesquisa está sendo apresentada na manhã desta segunda-feira na sede do Ipea no Rio, em evento que lembra os dois anos do massacre de 12 alunos de uma escola municipal em Realengo, na zona oeste do Rio.

O estudo também revelou que a região Sul é o local onde há maior resistência às medidas impostas pelo Estatuto do Desarmamento. Entre 2003 e 2009, houve um crescimento de 21% na aquisição de armas pessoais na região.

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