Após nova etapa da Lava Jato, Renan e Jader Barbalho saem em defesa de Collor
Presidente do Senado é um dos investigados pelo Ministério Público por suposto envolvimento
Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

Após ter sido o principal alvo da nova etapa da Operação Lava Jato, o ex-presidente da República e senador Fernando Collor (PTB-AL) recebeu apoio publicamente de seus colegas de plenário.
Na manhã de terça-feira (14), a PF (Polícia Federal) cumpriu mandados de busca e apreensão no apartamento funcional e na casa de Collor em Brasília (DF). Dentre os bens apreendidos estão carros de luxo, como um Lamborghini, uma Ferrari e um Porsche.
Horas depois, Collor subiu à tribuna do Senado para se defender do suposto envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.
Ele disse que o objetivo da operação é intimidar e constranger os citados no processo e que a ação da PF “extrapolou todos os limites da legalidade”.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também é investigado por suposto envolvimento no esquema, saiu em defesa de Collor.
Calheiros disse que o País passa por tempos “sombrios” e de “perplexidade” e que as instituições precisam “assegurar as garantias constitucionais”.
— Os brasileiros e brasileiras sabem exatamente o custo da democracia no nosso País.
Mais cedo, a Mesa Diretora do Senado Federal havia emitido nota oficial condenando a operação da PF. O texto, lido na íntegra no plenário pelo presidente da Casa, afirma que a ação “causa perplexidade”, uma vez que assume “alguns métodos que beiram a intimidação”.
O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) também declarou apoio a Collor e disse não ser aceitável que o STF (Supremo Tribunal Federal) “assista às violências que estão sendo cometidas”. Barbalho também declarou que “algumas pessoas” estariam sendo “apenadas antecipadamente”.
Leia mais notícias de Brasil e Política
PGR rebate críticas de senadores sobre ausência da polícia legislativa em buscas da Lava Jato
Nesta terça (14), a PF cumpriu 53 mandados expedidos pelo STF, referentes a seis processos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato. Além das residências de Collor, também foram realizadas buscas em sedes de empresas ligadas à família do senador, como o prédio da TV Gazeta, afiliada da TV Globo no Estado. Collor é um dos principais acionistas da emissora.
Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) também foram alvos da operação. As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, em sedes de empresas, em escritórios de advocacia e em órgãos públicos. Na ação, foram autorizadas apreensões de bens que possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa.















