Brasil Após prisões, '300 do Brasil' solta fogos de artifício em frente à PF

Após prisões, '300 do Brasil' solta fogos de artifício em frente à PF

Seis integrantes do 300 do Brasil foram alvos de mandados de prisão por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

Agência Estado
Grupo é formado por cerca de 13 manifestantes

Grupo é formado por cerca de 13 manifestantes

Mateus Bonomi/Agif /Estadão Conteúdo - 15.6.2020

Após a prisão nesta segunda-feira (15) da ativista de extrema direita Sara Winter, do movimento "300 do Brasil", um grupo de 13 manifestantes foi à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal carregando faixas de apoio ao grupo, que no último sábado (13) disparou fogos de artifício em direção à sede do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na frente da PF, um manifestante chegou a soltar fogos de artifício, em alusão ao gesto que causou indignação no Supremo e levou o presidente da Corte, Dias Toffoli, a acionar órgãos de investigação. A PGR (Procuradoria-Geral da República) abriu uma apuração sobre o caso.

Leia mais: Operação da PF mira líderes do movimento "300 do Brasil"

Ao todo seis integrantes do 300 do Brasil foram alvos de mandados de prisão por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, a pedido da PGR.

Dentro da superintendência, investigadores devem entrevistar Sara Winter nesta tarde. A defesa da ativista reclamou que ainda não recebeu acesso à decisão do ministro Alexandre de Moraes com a fundamentação das prisões.

Do lado de fora do prédio da PF, havia uma faixa com a mensagem "#saralivre", em referência à líder do grupo. Na movimentação na frente da superintendência, há caixas de fogos de artifício no porta-malas de um veículo da polícia, dando entrada na sede da PF no Distrito Federal. Questionada se os fogos de artifício foram apreendidos na operação, a PF não respondeu.

O grupo foi detido pela Polícia Federal com base na Lei de Segurança Nacional, após uma série de ataques e ameaças a integrantes da Corte.

A medida foi tomada em um inquérito aberto para apurar a organização de atos antidemocráticos em Brasília, nos quais o presidente Jair Bolsonaro vinha marcando presença. Apesar disso, o presidente da República não está sendo investigado. O foco da PGR é apurar suspeitas de que parlamentares estejam ajudando a organização dos atos.

A prisão de Sara Winter e de mais cinco integrantes do 300 do Brasil tem entre seus objetivos investigar se há patrocinadores ao grupo.

Os pedidos de prisão foram feitos após a avaliação na PGR (Procuradoria-Geral da República) e no próprio Supremo que os responsáveis pelas investigações na primeira instância estavam demorando muito para tomar uma atitude contra o grupo, cuja líder chegou a fazer ameaças ao ministro Alexandre de Moraes.

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