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Ambientalista contesta ‘dados positivos’ do governo sobre queda do desmatamento

Alertas de desmatamento caíram 35% na Amazônia e 6% no Cerrado em seis meses; ‘não são uma resposta satisfatória’, afirma especialista

Meio Ambiente|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado foi de 50% entre 2022 e 2026, segundo o INPE.
  • Carlos Bocuhy, do Proam, critica os resultados e alerta para a aproximação da Amazônia do ponto de não retorno devido à falta de controle e investimentos.
  • O replantio da área desmatada levará, no mínimo, 30 anos para apresentar benefícios semelhantes aos do território original.
  • Bocuhy defende a necessidade de vontade política e ações efetivas para proteger a floresta, questionando os interesses que sustentam a irregularidade no setor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), as áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal e no Cerrado entraram em queda entre agosto de 2025 e janeiro de 2026. Quando comparados aos resultados de 2022, o problema foi diminuído em 50%.

Especula-se que na floresta amazônica tenha havido uma redução de 35% em relação ao período anterior. Já no outro bioma houve uma queda de 6%. O Ministério do Meio Ambiente divulgou que o fortalecimento das ações de controle foram um dos principais fatores que contribuíram ao resultado atingido.

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Na opinião do presidente do Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental), Carlos Bocuhy, entretanto, os resultados não são satisfatórios. Na análise dele, afirmar que o desmatamento diminuiu não é solucionar o problema e tal ação naturaliza o processo para a população. Assim como foi com a Mata Atlântica de São Paulo, que apesar dos índices mostrarem que o problema diminuía, hoje ficou reduzida aos parques estaduais.

O especialista afirma que, hoje, a Amazônia Legal está próxima de passar do ponto de não retorno: “Ali há um estado de baixa umidade e alterações do microclima, o que significa que o ecossistema da Amazônia, em muitos locais, está passando por um processo de falência. Isso decorre da contínua retirada de floresta”, afirmou no Hora News desta sexta (13).

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Extração ilegal precisa ser zerada, afirma especialista Reprodução/Record News

Ele analisa que, em geral, ainda há muitos avanços a serem feitos em relação à fiscalização local, que sofre pela falta de investimentos e tecnologias de rastreamento: “Quando se compara os resultados com os de 2022, a grosso modo, você diz, olha, conseguimos diminuir o desmatamento em 50%. Certo, mas e os outros 50%? Eles representam quase um campo de futebol a cada dois minutos”.

Para recuperar essa área, um processo longo e demorado precisa ser feito. O profissional afirmou que o replantio costuma levar, no mínimo, 30 anos até atingir efeitos benéficos parecidos com os do território original. O diretor acredita que é possível alcançar o objetivo do governo brasileiro de neutralizar todo desmatamento até 2030, mas enxerga que, para isso acontecer, é necessário vontade política.

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Com impostos sobre a madeira retirada da floresta, o controle dos portos, o combate aos campos de pouso ilegais e a integração de diversos setores defensivos, seria possível defender o território. Bocuhy conclui: “Isso é fazer política pública, é fazer governança. E não vimos isso acontecer no Brasil. Então, a pergunta que fica é: a quem interessa ainda manter essa irregularidade ao setor? Porque o jogo de interesses é fortíssimo”.

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