Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Após protesto contra PT e corrupção, Vem Pra Rua promete defender reforma política

Manifestação de domingo (15) em São Paulo foi marcada por pedidos de “Fora Dilma”

Brasil|Diego Junqueira, do R7

  • Google News
Eduardo Pereira era um dos principais porta-vozes na manifestação de domingo
Eduardo Pereira era um dos principais porta-vozes na manifestação de domingo

O PT e o escândalo de corrupção na Petrobras foram os principais alvos dos manifestantes e dos grupos que lideraram o protesto deste domingo (15) em São Paulo. Já a reforma política — que promete ser votada este ano pelo Congresso e que foi uma das bandeiras do protesto de sexta-feira (13) — ganhou pouco destaque durante a manifestação. Apesar disso, um dos líderes da mobilização declarou que o tema vai ser defendido “a partir de agora”.

O protesto na capital paulista mobilizou cerca de 1 milhão de pessoas, segundo a Polícia Militar de SP — o Instituto Datafolha, porém, contabilizou 210 mil pessoas.


Nos arredores do Masp, quatro caminhões de som reuniam lideranças dos principais grupos de mobilização: o MBL (Movimento Brasil Livre), o Revoltados Online, o Vem Pra Rua, além do grupo pela intervenção militar.

A maior concentração ocorreu em torno do Vem Pra Rua, que foi quem recebeu personalidades como o ator Malvino Salvador, a cantora Wanessa Camargo e o músico e humorista Juca Chaves.


As principais críticas eram contra a corrupção no governo federal. O caminhão do movimento trazia um cartaz com os nomes dos políticos apesentados pela Procuradoria Geral da República ao STF (Supremo Tribunal Federal) — eles deverão ser invetsigados por envolvimento no esquema de pagamento de propinas na Petrobras, acusado de financiar campanhas partidárias.

Rumo da mobilização é incerto, dizem especialistas


Segundo Janaína Lima, 30 anos, porta-voz do Vem Pra Rua, o protesto era contra a corrupção e a "organização criminosa" que “aparelhou” o País, em referência ao partido que governa o Brasil desde 2002.

— O movimento Vem Pra Rua veio defender os valores democráticos. Somos contra a corrupção e a impunidade.


Questionada se o ato defendia também a reforma política, ela declarou que a manifestação era “pela Lava Jato”.

— Para que corruptos e corruptores sejam investigados, julgados e punidos.

No alto do caminhão, estacionado no cruzamento entre a Paulista e a rua Pamplona, quem mais recorreu ao microfone para animar a multidão foi Eduardo Pereira.

Entre pedidos de “mudança” e de “Fora Dilma”, Eduardo, Janaína e outras lideranças leram ao menos sete vezes o manifesto do Vem Pra Rua, que era repetido em coro pelos manifestantes:

“Estamos aqui por mudanças. Não aceitamos mais esse governo. Não queremos corrupção, petróleo, acordão. Exigimos oposição, investigação, punição. Somos a união de todos que querem mudar o Brasil”, diziam.

Ao R7, Pereira afirmou que “os pilares do movimento não têm como base a reforma política”.

Porém, no fim da noite de domingo, o principal porta-voz do grupo, o empresário Rogério Chequer, declarou que “a reforma política é uma bandeira muito importante para o Vem Pra Rua a partir de agora”.

Ele disse que o governo levantou a reforma “como argumento para solucionar os problemas atuais, mas não é uma reforma que está em linha com a que nós defendemos” (leia mais da entrevista).

Chequer não quis detalhar a proposta do movimento.

A reforma política foi uma das propostas levantadas pela presidente Dilma Rousseff em 2013 como resposta às manifestações de junho daquele ano.

A proposta do governo é acabar com o financiamento privado de campanhas eleitorais. À época, a sugestão da presidente era realizar um plebiscito, mas o tema não foi adiante no Congresso.

Neste ano, porém, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), montou uma comissão para analisar uma proposta de emenda à constituição que validaria o atual sistema.

Enquanto isso, no STF, um processo que determina o fim das doações empresariais já conta com seis votos favoráveis. Mas o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo há 11 meses, o que trava a indefinição do assunto pelo Supremo.

[embed id="55071baf6745ee0234007dc9" name="" dimensions="" namespace="videos" content="%3Ciframe%20frameborder%3D%220%22%20width%3D%22780%22%20height%3D%22439%22%20src%3D%22%2F%2Fwww.dailymotion.com%2Fembed%2Fvideo%2Fx2jowz4%3Fsyndication%3D184280%22%20allowfullscreen%3E%3C%2Fiframe%3E"]
{
    "data": {
        "id": "55071baf6745ee0234007dc9",
        "name": "",
        "dimensions": "",
        "namespace": "videos",
        "content": "%3Ciframe%20frameborder%3D%220%22%20width%3D%22780%22%20height%3D%22439%22%20src%3D%22%2F%2Fwww.dailymotion.com%2Fembed%2Fvideo%2Fx2jowz4%3Fsyndication%3D184280%22%20allowfullscreen%3E%3C%2Fiframe%3E"
    },
    "embedded": {
        "_id": "55071baf6745ee0234007dc9",
        "content": "%3Ciframe%20frameborder%3D%220%22%20width%3D%22780%22%20height%3D%22439%22%20src%3D%22%2F%2Fwww.dailymotion.com%2Fembed%2Fvideo%2Fx2jowz4%3Fsyndication%3D184280%22%20allowfullscreen%3E%3C%2Fiframe%3E",
        "dimensions": null,
        "embeddable_id": null,
        "name": null,
        "disable_adv": false,
        "section_name": "noticias",
        "videos": []
    }
}

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.