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Após protestos de advogados, MPF resolve dispensar ex-gerente da Petrobras como testemunha

Ontem, Venina da Fonseca depôs na Justiça Federal, mas pouco acrescentou ao processo

Brasil|Marc Sousa, da TV Record, em Brasília (DF)

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Venina Velosa da Fonseca depôs ontem na Justiça Federal no PR
Venina Velosa da Fonseca depôs ontem na Justiça Federal no PR

A ex-gerente de Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca foi dispensada nesta quarta-feira (4) pelo MPF (Ministério Público Federal) dos próximos depoimentos da Lava Jato que estão sendo feitos à Justiça Federal de Curitiba.

A medida atende a um apelo dos advogados de executivos das empreiteiras e do empresário Leonardo Meireles. O advogado Fábio Tofic, que defende a Engevix, argumentou durante audiência que não havia motivo para Venina ter sido chamada a depor.


Depois da audiência, o defensor Haroldo Natar, que defende Leonardo Meireles, braço-direito do doleiro Alberto Youssef no esquema, disse que Venina pouco contribuiu e chegou a comentar que a ex-gerente mais falou às emissoras de TV que durante a audiência.

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Ontem, Venina Velosa da Fonseca — testemunha de acusação mais aguardada — deixou a 13ª Vara sem falar com a imprensa. Segundo os advogados dos réus, o depoimento da ex-gerente-executiva da Diretoria de Abastecimento da Petrobras foi mais técnico e pouco acrescentou ao processo.

Venina sustenta a tese de que havia alertado a presidente Graça Foster sobre irregularidades na administração da empresa. Mas de acordo com os advogados dos réus, ela não teria sido questionada se a diretoria da petroleira sabia dos casos de corrupção.

O comportamento do juiz Sérgio Moro mais uma vez irritou a defesa. Antônio Figueiredo Basto, advogado de Alberto Youssef, apontado pela Polícia Federal como operador de um esquema bilionário, disse que o juiz já estaria “decidido pela condenação.” Mais tarde, disse que se arrependeu de ter feito acordo de delação premiada com a Justiça.

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