Após reunião com Dilma, ministro diz que presidente buscará apoio de governadores
Governo quer que o processo caminhe o mais rápido possível, afirmou Jaques Wagner
Brasil|Do R7

A presidente Dilma Rousseff (PT) deve receber governadores aliados na próxima semana em busca de apoio contra o pedido de impeachment aberto contra ela pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, a ideia é chamar, em outras oportunidades, também os governadores de oposição que seriam contrários ao processo.
O ministro afirmou também que a decisão do governo é fazer com que o processo de impeachment contra Dilma caminhe o mais rápido possível, "combinando legalidade com celeridade".
Segundo ele, na reunião da presidente com 23 ministros na tarde desta quinta-feira (3) foi pedido a todos que "verbalizassem" o ponto de vista contra o impeachment, aliado às ações junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) em busca de lacunas na legislação.
— Entrada na Justiça nada tem a ver com postergação. Nossa decisão é fazer que o processo seja mais rápido possível, combinando legalidade com celeridade.
Leia mais notícias de Brasil no R7
Cunha ameaça para conquistar o que quer, diz ministro
De acordo com o ministro, o processo de impedimento não é exclusivamente político, se lastreia na questão jurídica e, na opinião do governo, não tem nenhum lastro em crime de responsabilidade contra a presidente.
— Acreditamos que seguramente teremos uma vitória.
Indagado sobre as manifestações previstas no Brasil, tanto pró quanto contra o impeachment, Wagner disse acreditar que alguns torcedores "contra Dilma" também se manifestarão contra o processo.
— Não se trata só dos torcedores da presidenta Dilma. Queremos juntar os torcedores da institucionalidade e da democracia e vamos fazer um chamamento a todas as entidades que não sejam partidárias.
Cunha
O ministro voltou a criticar o ato do presidente da Câmara e citou que a decisão só foi tomada após deputados do PT fecharem posição contrária a Cunha no processo enfrentado pelo parlamentar no Conselho de Ética.
— Se a moda pega, vai se banalizar o instrumento tão nobre como o impedimento.
Indignada, Dilma diz que não existe razão para impeachment
Wagner ainda garantiu que pedaladas fiscais utilizadas para sustentar o pedido não são crime de responsabilidade.
— Não há dolo, não há mácula, há uma crise. Não atingir a meta não configura nem dolo, nem crime de responsabilidade.
Wagner voltou a falar que Cunha mentiu ao dizer que o deputado André Moura (PSC-SE) esteve reunido com Dilma e que ela teria proposto a ele o apoio do PT no Conselho de Ética em troca da aprovação da CPMF.
— Ele [Moura], a quem eu tenho respeito, não vai dizer que esteve com Dilma.
Acompanhe todo o conteúdo da Rede Record no R7 Play
Wagner voltou ainda a externar o alívio do governo com a decisão de Cunha, e afirmou que "agora que a faca foi puxada, as coisas vão começar a ficar mais claras", disse.
— Com democracia não se brinca.















