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Apreensões de cocaína no Brasil quadruplicaram em dez anos

Tropas federais retiveram 27 toneladas do entorpecente em 2010, segundo balanço da ONU

Brasil|Do R7

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Apreensões de cocaína no Brasil alcançaram 27 toneladas em 2010, diz ONU
Apreensões de cocaína no Brasil alcançaram 27 toneladas em 2010, diz ONU

O pó branco encontrado no apartamento do vocalista da banda Charlie Brown Jr, Chorão, morto na última quarta-feira (6), que supostamente seria cocaína, faz ressurgir a discussão sobre o controle das fronteiras para combater a entrada e saída de drogas do território brasileiro.

Desde o início dos anos 2000, o Brasil se tornou uma das principais rotas de envio de cocaína para a Europa. Com um volume maior da droga que passa pelo território brasileiro todos os dias, as apreensões da Polícia Federal mais que quadruplicaram na comparação entre 2000 e 2010, segundo o Relatório Mundial sobre Drogas da ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado em 2012 — o mais recente. 


Em 2000, pouco mais de 5 toneladas foram apreendidas. Dez anos depois, a Polícia Federal reteve mais de 27 toneladas. O crescimento no período de dez anos foi de 440%. 

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Não foi só o volume de apreensões da droga que aumentou: o consumo também subiu. Em 2010, segundo o relatório, percebeu-se um crescimento do uso de cocaína no País, mas não há dados suficientes para comprovar a ampliação em números. 

O documento da ONU destaca que a criação do Programa “Crack, É Possível Vencer”, em dezembro de 2011 reflete a preocupação do governo Dilma com o aumento do consumo de entorpecentes no País nos últimos anos. O investimento total da União no programa será de R$ 4 bilhões, mas até agora o projeto não decolou. 


Mudança de rotas

Antigamente, a principal rota de transporte de cocaína para a Europa era feita de navio, diretamente da Colômbia para a Espanha e para a Holanda, informa o relatório da ONU.

Na primeira década dos anos 2000, porém, esse modelo declinou e os traficantes passaram a usar a Venezuela para despachar cocaína para o Caribe. De lá, a droga ia de avião para os países europeus. 

O Caribe, no entanto, não é o único trampolim para levar a droga para a Europa. A ONU alerta que o Peru, o Equador e o Brasil também se tornaram países que servem de escala para mandar a cocaína para a Europa.

Por fim, a ONU ressalta ainda que há grupos de nigerianos atuando no Brasil para levar cocaína para a Europa.

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