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Argentina e Brasil estão acompanhando de perto eleição na Venezuela, diz Macri

Brasil|Do R7

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Por Anthony Boadle e Brad Haynes

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - O presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, disse nesta sexta-feira que a Argentina e o Brasil vão acompanhar de perto as eleições legislativas de domingo na Venezuela, ao mesmo tempo que ele pareceu recuar da ideia de buscar uma suspensão direta da Venezuela do Mercosul.

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"Estamos ambos observando de perto o que vai acontecer lá, esperando realmente que a tensão que a Venezuela vive hoje diminua”, disse Macri à imprensa depois de se encontrar com a presidente Dilma Rousseff.

Na sua primeira viagem ao exterior como presidente eleito, Macri prometeu avançar com a integração do bloco Mercosul e disse que vai rever acordos com a China, mas não entrou em detalhes.

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A eleição de Macri, de centro-direita, ameaçava dividir o bloco sobre como lidar com o governo de esquerda do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Um dia depois de ganhar a eleição argentina em novembro, ele disse que buscaria acionar a cláusula democrática do Mercosul para suspender a Venezuela por causa da acusações de abusos cometidos por Maduro.

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Dilma, em entrevista a jornalistas em Paris, afirmou para usar a cláusula democrática, não se pode usar com hipóteses, é preciso qualificar o fato. Nesta sexta-feira, no entanto, Macri disse que ele e Dilma não tinham discordâncias sobre o que era necessário na Venezuela.

Macri, contudo, afirmou que a cláusula democrática do Mercosul deveria ser ativada em caso de fraude na votação de domingo. A oposição venezuelana tenta ganhar o controle da Assembleia Nacional pela primeira vez em mais de 15 anos, explorando a irritação com a economia afetada pela recessão.

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Brasil e Argentina vão avaliar se as eleições da Venezuela foram democráticas quando Macri e Dilma se encontrarem na posse dele no dia 10, disse o presidente eleito.

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MERCOSUL

As duas maiores economias do Mercosul precisam aprofundar os laços dentro do bloco, ao qual também pertencem Uruguai, Paraguai e Venezuela, e também com outros blocos, afirmou Macri.

“Temos que avançar nos acordos com a União Europeia, a Parceira Transpacífico, o acordo transatlântico de comércio, e qualquer outra alternativa que emergir”, declarou Macri a líderes empresariais em São Paulo, depois de visitar Brasília.

A Argentina compartilha a visão brasileira de que a União Europeia deve mostrar a sua proposta de redução de tarifas no mesmo momento que o Mercosul apresentar a sua oferta em negociações comerciais que tiveram pouco progresso em uma década e meia.

Macri prometeu cumprir a decisão da Organização Mundial de Comércio (OMC) para abolir a necessidade de permissões de importação da Argentina, palavras bem recebidas pelos empresários brasileiros que ficaram em desvantagem no maior mercado para os seus bens manufaturados devido à barreira protecionista.

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