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Atuação do BC no câmbio não deve mudar e intervenção pode ir além de março, diz fonte

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Por Patrícia Duarte

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central não tem intenção de mudar o rumo de suas atuações no câmbio, pelo menos por enquanto, e mantém em aberto a possibilidade de estender suas intervenções diárias no mercado para além de março, indicou à Reuters uma importante fonte da equipe econômica.

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As especulações no mercado sobre os próximos passos da autoridade monetária no câmbio cresceram depois que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sugeriu na sexta-feira passada que não há intenção do governo de manter a moeda brasileira valorizada artificialmente.

"Não tem nada disso... Foi um comentário ruim num dia ruim", afirmou à Reuters a fonte, que falou sob condição de anonimato.

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As declarações de Levy fizeram o dólar subir quase 3 por cento ante o real na sexta-feira, mesmo após a assessoria do ministro procurar a imprensa para afirmar que ele estava falando sobre o câmbio no mundo, e não no Brasil.

O movimento continuou na segunda-feira, quando a moeda norte-americana avançou 0,96 por cento, a 2,71 reais e no maior patamar em mais de um mês, com investidores desmontando apostas na queda da divisa e testando novas máximas.

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A fonte da equipe econômica ouvida pela Reuters lembrou que o BC anunciou, na própria sexta-feira, o início da rolagem dos swaps cambiais que vencem em março, indicando que pretende repor em 100 por cento os papéis e mantendo o ritmo dos últimos cinco meses.

A rolagem dos contratos, que equivalem a venda de dólares no futuro e cujo estoque total hoje soma pouco mais de 110 bilhões de dólares, tem sido uma das ferramentas usadas pelo BC para evitar volatilidade no câmbio.

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Investidores, de modo geral, entendem que a fatia rolada dos lotes que vencem são um sinal do ímpeto do BC para atuar no mercado. Quanto maior a rolagem, maior a necessidade de evitar pressões sobre o câmbio. E vice-versa.

A autoridade monetária também tem atuado diariamente no mercado desde agosto de 2013, sobretudo com leilões de swap cambiais. No fim do ano passado, o BC anunciou que estenderia até março suas ações, oferecendo 2 mil contratos por dia.

Segundo a fonte, "é prematuro dizer" se realmente as intervenções diárias terminarão no fim do mês que vem. "Tem muita água para rolar", disse, sem dar mais detalhes.

O dólar é um dos principais pontos de pressão sobre a inflação que o BC tem ressaltado, junto com preços administrados. No ano passado, a moeda norte-americana teve valorização de 12,78 por cento ante o real, após ter avançado 15,11 por cento em 2013.

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