Balanço da mortalidade: mais de 56.300 pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012
Essa é a maior taxa anual registrada em um período de dez anos
Brasil|Da Agência Brasil
Dados do SIM (Sistema de Informações de Mortalidade) do Ministério da Saúde, apresentados nesta terça-feira (27), mostram que a taxa de homicídios é crescente no Brasil. Em 2012, o País registrou 56.337 homicídios, a maior taxa anual no período analisado, de 2002 a 2012.
O número de homicídios de 2004 a 2007 é menor que em 2002 (49.695) e em 2003 (51.043) - ano em que foi aprovado e entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento, com reflexo nos anos seguintes. Isso é o que explica a redução gradativa nos números de assassinatos entre 2004 a 2007, quando foram registrados 47.707 homicídios.
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No entanto, depois de 2007 os números de assassinatos não pararam de crescer. Para o responsável pela análise, Julio Jacobo Waiselfisz, as políticas para redução das mortes não tiveram o efeito esperado a longo prazo.
— Resulta evidente, pelos dados até aqui arrolados, que nas três áreas analisadas [mortes por homicídios, acidentes de trânsito e suicídios] os esforços até aqui dispendidos resultaram insuficientes.
Os números apresentados preliminarmente mostram também que há uma tendência de crescimento em número de vítimas fatais em acidentes de trânsito. O ano de 2002 teve a taxa mais baixa, com 33.288 vítimas, enquanto 2012 teve o número mais alto desse tipo de morte: 46.051.
O especialista classifica as mortes no trânsito como incontroláveis e diz que motociclistas são as principais vítimas.
— Nos acidentes de trânsito, a mortalidade continua sua espiral de crescimento praticamente incontrolável, tomando como base quase exclusiva a morte de motociclistas.
O crescimento nas mortes é maior em 2012, nas três áreas analisadas. A taxa de suicídios também apresenta alta em relação aos anos anteriores.















