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Barbosa decidirá se Dirceu cometeu falta em presídio

Existe a suspeita de que o ex-ministro utilizou um telefone celular dentro da cadeia

Brasil|Do R7

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O juiz Bruno Ribeiro, da VEP (Vara de Execuções Penais) do Distrito Federal, remeteu nesta sexta-feira (21) para o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, o inquérito administrativo que apurou suspeita de uso de celular pelo ex-ministro José Dirceu dentro do complexo penitenciário da Papuda, em Brasília.

Com a providência, caberá a Joaquim Barbosa, que é o relator do processo do mensalão, decidir se José Dirceu cometeu uma falta disciplinar ou não e se deve ser punido. O ex-ministro nega que tenha utilizado o aparelho telefônico na cadeia. E as apurações realizadas concluíram que não ficou comprovado o uso do celular.

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José Dirceu começou a ser investigado em janeiro após a imprensa ter veiculado uma declaração do secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, James Correia, em que ele afirmava ter falado por telefone com Dirceu no início do ano.

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Um preso que comete falta disciplinar grave pode ser impedido de receber benefícios. Um deles é o direito ao trabalho externo. José Dirceu pretende sair da prisão durante o dia para trabalhar num escritório de advocacia. Mas, por causa do episódio do celular, a análise do pedido de autorização para trabalho externo está suspensa.

"No caso de condenados da Ação Penal no. 470/STF (processo do mensalão), a decisão final quanto às questões disciplinares de natureza grave, por poderem, em tese, implicar na alteração de regime prisional, compete, a meu ver, ao Supremo Tribunal Federal", afirmou Ribeiro no despacho assinado no início da noite desta sexta.

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O juiz informou que o inquérito disciplinar já foi concluído pelas autoridades administrativas e que José Dirceu já foi ouvido.

Ex-ministro da Casa Civil durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu foi condenado pelo STF a uma pena de 7 anos e 11 meses de prisão por envolvimento com o esquema do mensalão. Como a punição é inferior a 8 anos, ele tem o direito de cumpri-la no regime inicialmente semiaberto. Nesse sistema, o preso pode deixar o presídio durante o dia para trabalhar.

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Mas, apesar de ter sido preso em novembro, José Dirceu até agora não conseguiu ser liberado para trabalhar fora. Outros condenados, como o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, já estão exercendo funções externas. Num primeiro momento, José Dirceu havia pedido autorização para dar expediente num hotel em Brasília. Pelo trabalho, ele receberia R$ 20 mil. Após sofrer críticas, Dirceu desistiu do emprego no hotel.

Em seguida, apresentou um pedido para trabalhar na biblioteca do escritório do advogado José Gerardo Grossi, especialista em direito penal. Se o emprego for aprovado, o salário será bem menor do que o oferecido pelo hotel: R$ 2,1 mil.

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