Brasil Barroso afirma que retomar voto impresso seria retrocesso

Barroso afirma que retomar voto impresso seria retrocesso

Presidente do TSE disse que urnas eletrônicas são confiáveis, um dia após presidente Bolsonaro defender retorno das cédulas

Agência Estado
O ministro Luís Roberto Barroso

O ministro Luís Roberto Barroso

Marcelo Camargo/Agência Brasil - 15.10.2020

Um dia após o presidente Jair Bolsonaro defender a adoção do voto impresso, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, voltou a chamar a proposta de "retrocesso". "As urnas eletrônicas são confiáveis. O problema delas é o custo", declarou Barroso nesta sexta-feira (6), durante o 8º Fórum Liberdade e Democracia, em Vitória (ES).

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Sem citar a fala de Bolsonaro, o ministro repetiu que a época de fraudes em apurações de votos foi superada no Brasil e reforçou sua posição favorável à adoção do voto distrital misto. O presidente do TSE já havia defendido as urnas eletrônicas - embora pondere sobre seu valor elevado - e a mudança do sistema eleitoral durante live promovida pelo Broadcast Político em 23 de outubro.

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Para reduzir o gasto público com o sistema eleitoral, o TSE trabalha em torno de um projeto para possibilitar "eleições digitais", de acordo com Barroso. "De preferência, utilizando o dispositivo móvel de cada um. Estamos estudando."

Eleições americanas

Em meio à reta final da apuração de votos nos Estados Unidos, Barroso evitou comparar os sistemas eleitorais brasileiro e americano. "Não tenho a pretensão de ter algo a ensinar. O que eu acho é que precisamos mudar para o sistema distrital misto com urgência", afirmou, no evento.

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