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Base governista dita ritmo de trabalho da CPI mista da Petrobras

Parlamentares concentram atenções em convocar personagens e evitam pedir quebras de sigilo

Brasil|Do R7

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Presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) convocou ex-diretor da estatal para depor na semana que vem
Presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) convocou ex-diretor da estatal para depor na semana que vem

Mesmo com algumas ausências, a base governista conseguiu aprovar, na última terça-feira (3), 233 requerimentos na CPI mista da Petrobras sem passar perto das indesejadas quebras de sigilo. Em número bem menor, a oposição chegou a pedir, sem sucesso, a abertura de informações do ex-diretor Nestor Cerveró e da MO Consultoria, empresa suspeita de ter sido usada pelo doleiro Alberto Youssef para distribuir propina a políticos e servidores públicos, mas acabou aceitando o ritmo impresso pelo calendário do relator Marco Maia (PT-RS).

Como previsto, deputados e senadores centraram as atenções em personagens, em detrimento das quebras de sigilo. Aprovaram em votação simbólica várias convocações, entre as quais a do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, de Youssef, além de Cerveró. A presidente da estatal, Graça Foster, e o antecessor no cargo, José Sergio Gabrielli, também serão chamados. Ainda não foi marcada a data dos depoimentos.


Pela manhã, na reunião da CPI exclusiva do Senado, o presidente Vital do Rêgo (PMDB-PB), que também comanda a CPMI, marcou para a próxima terça-feira (10) o depoimento de Costa. Como tem ocorrido desde a instalação, há duas semanas, a tendência é que a reunião esteja esvaziada, especialmente por coincidir com a convenção do PMDB, marcada para a mesma data.

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Além das convocações, o pacote aprovado tem um pedido para que a Justiça Federal do Paraná remeta para a comissão os dados referentes às quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico de investigados na Operação Lava Jato. O bloco de requerimentos inclui ainda pedidos de acesso a documentos que envolvem o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Embora o deputado oposicionista Onyx Lorenzoni (DEM-RS) tenha sido atendido em seu pedido de exclusão de quatro requerimentos que se referiam à gestão do PSDB, um "cochilo" da oposição, segundo descrição de um membro da base, fez com que sobrasse um pacote.


O requerimento 520 solicita à ANP (Agência Nacional de Petróleo) cópia de relatórios e demais documentos relativos ao acidente com a plataforma P-36. Ou seja, esse pedido foi aprovado sem que os oposicionistas percebessem. O caso da Repsol, porém, ficará de fora da investigação.

A previsão de trabalho ditada na reunião ignora boa parte da proposta apresentada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), que na primeira reunião da CPMI usou da prerrogativa de liderança "temporária" para se posicionar. O provável candidato tucano à Presidência pediu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Costa, Cerveró, Youssef e Gabrielli, assim como a das empresas MO Consultoria, Labogen, Piroquímica e Labogen Química.


O ex-gerente executivo Internacional da Petrobras Luis Carlos Moreira da Silva afirmou nesta terça, em depoimento à CPI da Petrobras do Senado, que a estatal tinha uma relação de "ganha-ganha" com a Astra Oil, sua sócia na compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

— Havia um consenso de que a parceria seria um bom negócio.

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