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BC chegou a avaliar corte maior nos juros, mostra ata do Copom

Brasil|Do R7

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Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central chegou a discutir que a conjuntura econômica já permitiria corte maior na Selic do que o adotado na semana passada, mas acabou optando por redução mais modesta em função do cenário de incertezas e riscos, segundo ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira.

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"Os membros do Copom também argumentaram que, dado o caráter prospectivo da condução da política monetária, a continuidade das incertezas e dos fatores de risco que ainda pairam sobre a economia tornaria mais adequada a manutenção do ritmo imprimido nessa reunião", acrescentou.

Na quarta-feira passada, o BC cortou a Selic em 1 ponto percentual, acelerando o passo de redução dos juros em linha com o esperado pelo mercado em meio ao cenário de desinflação e fraqueza da economia. Até então, havia feito dois cortes de 0,25 ponto cada e outros dois de 0,75 ponto.

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A quinta tesourada veio acompanhada da avaliação de que o comitê considera adequado o atual ritmo de corte de 1 ponto, mas que "a atual conjuntura econômica recomenda monitorar a evolução dos determinantes do grau de antecipação do ciclo".

O BC repetiu a mensagem pela ata, também reforçando que o ritmo de flexibilização dependerá da extensão do ciclo pretendido e do grau de sua antecipação, que por sua vez dependerá da evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação para 2018 e 2019. Entre os fatores de risco, o BC incluiu o avanço das reformas, principalmente de cunho fiscal.

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"Há um temor em dar sinais de que vai antecipar muito o ciclo e o mercado precificar a Selic abaixo de 8,5 por cento, e com isso piorar as expectativas de inflação", disse o economista-chefe Votorantim Corretora, Roberto Padovani. "O BC não acelerou o ritmo porque aparentemente não está tão confortável com a trajetória de inflação no médio prazo".

O BC informou ainda haver pequena melhora na perspectiva de retomada em relação à leitura feita pelo Copom na reunião de fevereiro. Mas ressaltou que os desafios nesse processo permanecem e que a recuperação econômica ao longo do ano deverá ser gradual.

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Analistas veem expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,4 por cento em 2017 conforme pesquisa Focus mais recente, avanço mais tímido que a estimativa oficial de 0,5 por cento do governo. Já para 2018, as projeções tanto da equipe econômica quanto do mercado são de crescimento de 2,5 por cento do PIB.

Segundo o mesmo boletim Focus, a avaliação majoritária era de que o BC cortará novamente os juros em 1 ponto percentual na próxima reunião do Copom, em maio, diante das expectativas cadentes para a inflação e de projeções modestas para a recuperação da economia.

A perspectiva do mercado para a inflação em 2017 medida pelo IPCA caiu a 4,06 por cento. Para o ano que vem, recuou a 4,39 por cento.

Nos dois casos, os números seguem abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual tanto para 2017 quanto para 2018.

A respeito da trajetória de inflação, o BC comentou na ata que a consolidação da desinflação no setor de serviços "aumenta a confiança de que a desinflação corrente terá efeitos duradouros".

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(Por Marcela Ayres)

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