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BC monitora riscos externos para decidir se vai atuar no câmbio, diz diretor

Brasil|Do R7

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Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmou nesta terça-feira que a autoridade monetária aguarda a definição de alguns riscos externos para decidir se vai atuar no mercado cambial.

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Ao ser questionado sobre quando o BC voltaria a fazer intervenção no câmbio, o diretor respondeu: "Não sei, estamos esperando definição sobre riscos externos", referindo-se ao referendo que definirá se a Grã-Bretanha permanecerá ou não na União Europeia (UE) e à taxa de juros nos Estados Unidos.

O BC não atua no mercado de câmbio brasileiro desde o último pregão do mês passado mesmo diante do tombo do dólar frente ao real, que atingiu nesta sessão os menores níveis em quase um ano abaixo de 3,40 reais.

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Muitos operadores apostavam que o BC preferiria evitar que a moeda norte-americana recuasse muito para proteger as exportações, que tendem a sofrer com cotações baixas. Essa, acreditam, foi a estratégia adotada pela autoridade monetária há alguns meses, quando intensificou suas intervenções.

Mas as dúvidas sobre a postura do BC voltaram a crescer nas últimas semanas, com Ilan Goldfajn assumindo a presidência da instituição. Sua defesa do regime de câmbio flutuante foi interpretada por alguns operadores como sinal de que estaria menos propenso a atuar, embora ele tenha ressaltado depois que pode agir com "parcimônia".

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Mendes disse ainda que o sistema financeiro brasileiro está sólido, em referência a eventuais impactos do processo de recuperação judicial da Oi em bancos credores.

A Oi entrou com pedido de recuperação judicial na noite passada para reorganizar e estruturar sua dívida de 65,4 bilhões de reais. Ações de bancos que haviam emprestado à maior operadora de telefonia fixa do Brasil, como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, caíam nesta sessão.

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Em nota a clientes, analistas do Credit Suisse afirmaram que o pedido de recuperação judicial vai pesar sobre provisões de bancos para perdas com empréstimos, criando um precedente perigoso para companhias endividadas.

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(Texto de Bruno Federowski)

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