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Bélgica identifica suspeito e homens-bomba de ataques em Bruxelas, diz mídia

Brasil|Do R7

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Por Philip Blenkinsop e Jan Strupczewski e Alastair Macdonald

BRUXELAS (Reuters) - A polícia da Bélgica identificou um suspeito principal e dois possíveis homens-bomba dos ataques de terça-feira em Bruxelas, e os relacionou diretamente a militantes do Estado Islâmico responsáveis pelos ataques em Paris em novembro passado, relatou a mídia belga nesta quarta-feira.


Acredita-se que Najim Laachraoui, de 25 anos, é o homem visto em câmeras de vídeo empurrando um carrinho de bagagem ao lado dos homens-bomba e depois correndo para fora do terminal do aeroporto.

A mídia belga chegou a dizer nesta quarta-feira que ele havia sido preso no bairro de Anderlecht, em Bruxelas, mas depois disse que a pessoa detida não era ele.


O saldo de mortes dos ataques à capital da Bélgica, que sedia a União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), subiu para pelo menos 31, e os feridos são cerca de 260, afirmou a ministra da Saúde, Maggie De Block, à rede pública de televisão VRT.

Um dos suspeitos visto no circuito fechado empurrando carrinhos de bagagem no aeroporto de Bruxelas pouco antes das detonações foi identificado como Brahim El Bakraoui, relatou a rede pública RTBF, dizendo ainda que seu irmão, Khalid, se explodiu em um trem do metrô, outro alvo dos ataques.


Ambos tinham ficha criminal, mas os investigadores não os haviam ligados a militantes islâmicos.

Laachraoui era procurado em conexão com os atentados de Paris. Seu DNA foi encontrado em quase todos os cinturões de explosivos usados nas ações na capital francesa e em um esconderijo de Bruxelas utilizado na semana passada pelo principal suspeito dos ataques em Paris, Salah Abdeslam, que foi preso na sexta-feira passada após uma troca de tiros com a polícia.


A RTBF afirmou que Khalid El Bakraoui usou um nome falso para alugar o apartamento no bairro de Forest onde a polícia buscava Abdeslam e matou um homem em uma batida também na semana passada. Também se acredita que ele alugou uma casa em Charleroi, cidade do sul da Bélgica, como fachada para preparar os ataques de novembro passado na França.

Baseado na Síria, o Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques de terça-feira na Bélgica, quatro dias depois da prisão de Abdeslam em Bruxelas, alertando para "dias negros" para aqueles que combatem a facção radical na Síria e no Iraque. Aviões de guerra belgas se uniram à coalizão que enfrenta os militantes sunitas no Oriente Médio, mas há tempos Bruxelas é um centro da militância islâmica.

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