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Bolívia confirma reunião no Brasil sobre senador fugitivo

Segundo ministro "trata-se basicamente de troca de informações e documentação"

Brasil|Do R7

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Molina fugiu em 24 de agosto para o Brasil em um veículo diplomático e estava asilado em La Paz desde maio de 2012
Molina fugiu em 24 de agosto para o Brasil em um veículo diplomático e estava asilado em La Paz desde maio de 2012

Ministros da Bolívia e do Brasil vão se reunir na sexta-feira (6) em Brasília para discutir o caso do senador opositor Roger Pinto Molina, que fugiu para o Brasil no final de agosto com a ajuda da embaixada do brasileira em La Paz.

A delegação boliviana será composta pelos ministros da Transparência e Combate à Corrupção e da Justiça, segundo o ministro do Governo (Interior) da Bolívia, Carlos Romero.

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— Trata-se basicamente de uma reunião de troca de informações e documentação.

O presidente Evo Morales, atualmente em viagem pela Europa, havia informado que seu governo entregaria o caso de forma "bem documentada, com informações jurídicas e técnicas, ao Ministério Público do Brasil e o ministério da Justiça, para que possam agir" sobre o assunto.

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A missão, a qual também fará parte o procurador-geral boliviano, foi acertada com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e da Bolívia "para que não haja corretagem sobre a questão", ressaltou a ministro da Comunicação, Amanda Davila.

De acordo com o governo boliviano, a presidente Dilma "não sabia que pesavam contra Molina quatro acusações, nem estava informada de que era acusado de corrupção" antes de conceder asilo em maio de 2012 ao político.

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Morales pediu a devolução de Molina à justiça boliviana para que seja julgado "como qualquer autoridade envolvida em questões de corrupção", mas depois de um encontro com Dilma durante a Unasul, ele encerrou o caso.

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Romero descartou a possibilidade de Molina ser aceito como exilado em algum outro país na Unasul.

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Molina fugiu em 24 de agosto para o Brasil em um veículo diplomático, protegido por funcionários da embaixada brasileira em La Paz , onde estava asilado desde maio de 2012.

O Brasil lhe havia concedido asilo político, mas o governo boliviano se recusou a emitir um salvo-conduto por causa de sua situação legal.

Antes de se refugiar na embaixada brasileira, Molina havia denunciado uma perseguição política depois de ter entregue ao governo boliviano documentos sobre o envolvimento de autoridades com o tráfico de drogas e corrupção.

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