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Bolsonaro dá indulto a policiais condenados por crime culposo

Decreto estabelece que o perdão só poderá ser concedido se o preso tiver cometido o crime no exercício da função de agente de segurança pública

Brasil|Do R7

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O presidente Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro BBC NEWS BRASIL

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta segunda-feira (23) o decreto de indulto de Natal, com a inclusão inédita do perdão a penas de agentes de segurança pública presos por crimes culposos (sem intenção) cometidos durante o serviço.

O texto será publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (24).

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Leia também: 'Vai ter policial no indulto, sim', diz Bolsonaro

A versão final do texto estabelece que o indulto só poderá ser concedido se o preso, no exercício da função de agente de segurança pública, tiver sido condenado por crimes culposos ou “excesso culposo” na legítima defesa.

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Além disso, poderão receber indulto presos que se encontrem em situação grave de saúde, como câncer, Aids ou que adquiriram deficiências físicas após terem cometido o crime. Trata-se de uma inovação do presidente em relação ao decreto anterior que só previa o chamado indulto humanitário.

A redação foi feita a partir de uma minuta elaborada pelo Ministério da Justiça, comandado pelo ministro Sergio Moro, e rejeita o que havia sido sugerido pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), órgão ligado à pasta. A proposta elaborada pelo colegiado, formado por especialistas na área, não previa o benefício a policiais, prometida por Bolsonaro ainda em agosto.

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A Constituição concede ao presidente da República a prerrogativa de conceder o perdão em favor de pessoas condenadas, desde que preenchidas determinadas condições previamente estabelecidas. Estes critérios são definidos anualmente e publicados em decreto no fim do ano – daí o motivo de ser chamado de “natalino”. O indulto não pode ser dirigido a pessoas específicas, mas, sim, a todos os condenados que, na data da publicação, atendam aos requisitos.

O indulto natalino foi criticado por mais de uma vez por Bolsonaro no ano passado, antes de assumir o cargo. Ele chegou a prometer que não concederia o benefício em seu governo.

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